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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

AIDS: PRECISAMOS RETOMAR ESSE TEMA!

Aids aumenta entre jovens brasileiros, pesquisa mostra que conversa sobre tema na escola não é suficiente

 | Atitude AbrilCorpo e saúde
Atitude Abril - Aids Crédito: Eder Redder
Uma pesquisa realizada pelo projeto Atitude Abril – Aids descobriu que entre os jovens (até 21 anos), 81% referiram que ainda é um tabu falar sobre sexo em casa com os pais, e que, para 79% deles, é na escola que conversam sobre Aids, em geral, durante a aula de biologia sobre reprodução humana. O levantamento ouviu, via internet, 15.002 homens e mulheres acima de 16 anos de todo o Brasil — 20% deles se declararam virgens e 5%, portadores do HIV. O estudo investigou o conhecimento e comportamento sexual dos brasileiros em relação a Aids. Vejam a íntegra da pesquisa no site Brasil Post.
Fiquei muito feliz também em ver que 40% dos entrevistados disseram ter sido suficiente a conversa na escola sobre Aids. Isso é um grande avanço!!! No entanto, podemos e devemos melhorar esse índice, uma vez que a maioria, 60%, ainda coloca como insuficiente a aprendizagem sobre esse tema na escola. Precisamos estar atentos a esse dado, pois as estatísticas divulgadas no Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro, são preocupantes: elas mostraram que o HIV avançou mais de 50% entre os jovens brasileiros, principalmente por descuido nas relações sexuais
Enquanto em todo o mundo a Aids teve uma redução de 32%, em dez anos, no Brasil, os casos de Aids entre os jovens brasileiros de 15 a 24 anos aumentaram 68% em uma década.

Assista a vídeo do projeto Atitude Abril – Aids
Jovens brasileiros estão se descuidando na prevenção da Aids. De quem é a culpa?
Os especialistas e o ministro da Saúde associaram este fato a um problema de comportamento sexual dos jovens. Segundo as palavras desses profissionais “eles acham que hoje ninguém mais morre de Aids, que se pegarem o vírus é só tomar remédio e está tudo bem”. Para eles, desde a chegada dos coquetéis antirretrovirais, criou-se uma falsa ideia de que a Aids não é mais motivo de preocupação. Será que os jovens pensam mesmo assim? Os remédios são um excelente avanço da Medicina contra a doença e na minha opinião não devem ser considerados o algoz da prevenção. Se isso de fato está acontecendo, é responsabilidade nossa, como educadores sexuais, identificar o que e como podemos fazer para mudar isso, já que, como vimos na pesquisa, a maioria dos jovens entende que a escola é fonte de informação sobre o assunto
Outra justificativa é o fato de os adolescentes não terem visto seus amigos e ídolos partirem. Isso faz com que não levem mais em conta a Aids e com isso estão relaxando na prevenção. De fato uma das formas de aprendizagem é a confirmação social: ver acontecer o que está sendo pregado ajuda as pessoas a acreditarem que esse fato é real e verdadeiro.
No entanto, incentivar as pessoas a se prevenir contra a Aids utilizando o medo como estratégia de motivação não funciona. É só dar uma olhada na pesquisa do Atitude Abril-Aids: o grupo de pessoas com mais de 50 anos são um dos mais vulneráveis a infecção pelo HIV. Esta geração viveu o período negro dessa doença, mas não adquiriu o hábito de usar a camisinha, que é o único método seguro de evitar a infecção. Principalmente as mulheres disseram não usar a camisinha porque confiam no parceiro(a).
Será que não temos que rever a posição das escolas e a forma de abordagem da Aids com os nossos alunos?
Terror assusta, mas não motiva
O que motiva é a tomada de consciência sobre a importância da prevenção, ou seja, a convicção de que isso é realmente importante faz o jovem buscar aprender os aspectos protetores e trabalhar as dificuldades para assumir e praticar a prevenção. Para isso acontecer, a conversa sobre Aids precisa estar inserida em um trabalho de Educação Sexual mais abrangente, em que essa aprendizagem vá além de saber que é preciso usar camisinha e como colocá-la corretamente. É fundamental que valores como “quem ama confia” sejam problematizados, o respeito pelo corpo trabalhado em detalhes para que o aluno também possa aprender sobre a resposta sexual e entender suas reações. Além disso, é impossível motivar alguém a fazer prevenção se há mitos sobre a Aids e a camisinha, e se o impacto da doença no projeto de vida não for dimensionado corretamente… Enfim, é indispensável que as escolas abram mais espaço para o trabalho de Educação Sexual. Nesse levantamento, apenas 17% dos jovens entrevistados referiu ter aulas específicas de Educação Sexual em sua escola!
O paradoxo da Educação Sexual na escola
Enquanto ouço depoimentos de professores apreensivos, com medo de estimular a prática sexual precoce com conversas sobre sexo, primeira vez e prevenção, os nossos jovens estão em plena atividade sexual, e muitos deles embarcando em situações de risco. Foram muitos os relatos que ouvi nesse último mês sobre o comportamento sexual de alunos das mais variadas escolas e cidades do Brasil. Entre eles o que mais me chamou atenção foi a exposição desnecessária de alunas na internet, as quais se fotografam nuas, e depois são avaliadas pelos colegas em um ranking das “Top 10 mais”… Outros me contaram que as alunas fazem combinações em redes sociais para constranger sexualmente colegas nas escolas ou conhecidos nas baladas, sem contar as histórias de ocorrências sexuais nos pancadões…
Se os jovens estão vivendo sua sexualidade e a sua bagagem é pouca para discernir e lidar com as adversidades da vida sexual, nosso papel como educadores é fornecer elementos para ampliar essa bagagem. É muito provável que um aluno equivocado quanto ao tratamento da Aids tenha mais motivação para aderir à prevenção se aprender que, por exemplo, o tratamento da Aids é muito penoso: portadores do HIV chegam a tomar mais de 20 comprimidos diários desse coquetel, com efeitos colaterais como vômitos, náuseas e diarreias que complicam muito a qualidade de vida – e que, depois de tudo, não cura. Mas, como diz a campanha do Atitude Abril – Aids: desinformação tem cura!
Você tem dúvidas ou comentários sobre Educação Sexual nas escolas?
Para o post da semana que vem, gostaria de trocar mais com você, educador. Se você tem dúvidas sobre como trabalhar determinado assunto ou lidar com certa situação na escola, deixe seu comentário. Os mais frequentes entrarão no post da semana que vem! Participe!
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