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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Língua Estrangeira na Escola: para Quê?

Hoje em dia, o contato com outros idiomas – em especial, o inglês – é praticamente inevitável. Seja por meio de filmes e músicas, seja por palavras que nomeiam coisas do nosso cotidiano, como salependrivebrunch e tantos outros termos de origem estrangeira. Identificar o significado desses substantivos, conhecer a cultura de origem e relacioná-la à nossa são habilidades desejadas atualmente e que a escola deve ensinar. Porém, muitas vezes, essa função se perde diante de mitos como: “Só se aprende outra língua em escolas de idiomas”; “Os alunos precisam sair fluentes”; ou até “Não se faz nada em tempo tão curto”. Tais ideias podem gerar confusão sobre o real objetivo do ensino de Língua Estrangeira na Educação Básica.
Mas que objetivo é esse? Você já pensou a respeito? A resposta passa pelo entendimento do professor sobre por que se deve aprender um segundo idioma. No artigo Língua Estrangeira na Escola: para Quê?, Laura Nassar, coordenadora pedagógica do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo, dá algumas pistas. Com base no texto dela e nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Estrangeira, formulamos o teste a seguir. O foco não é definir o melhor ou o pior profissional, mas promover a reflexão sobre por que ensinar inglês, espanhol e outros idiomas.

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Como professores e pais podem lidar com as dificuldades de aprendizagem

 | Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

Foto: Shutterstock
No decorrer do ano letivo, nos deparamos com alunos que, por diferentes razões, se encontram paralisados diante do processo de aprendizagem. Nesse momento, é importante que todos os envolvidos no círculo educativo estejam atentos às dificuldades, observando se são momentâneas ou se persistem há algum tempo.
Elas devem ser descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à outros fatores que também influenciam e desmotivam o aprendizado, como, por exemplo, preguiça, cansaço, sono, tristeza ou agitação.
Confundido por pais e professores como uma simples desatenção em sala de aula, o termo “dificuldade de aprendizagem”, usado desde a década de 60, pode se referir a um distúrbio – gerado por problemas cognitivos ou emocionais – que afeta o desempenho escolar. As crianças, nesses casos, muitas vezes, apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares causados por um sentimento de incapacidade, que as levam à frustração.
Em grande parte dos casos, os docentes são os primeiros a identificar que o aluno possui algum tipo de dificuldade na esfera escolar. Apesar disso, não possuem formação específica para fazer um diagnóstico mais preciso. A família também deve ficar atenta ao desenvolvimento e comportamento da criança e, quando necessário, buscar apoio de médicos, psicólogos e psicopedagogos.
O papel do professor se restringe a observar o aluno e auxiliá-lo no processo de aprendizagem, dando oportunidade de descobrir suas potencialidades. Ao identificar o que afeta o desempenho do educando e entender suas necessidades, a escola pode organizar um atendimento individual, com aulas de apoio pedagógico, no contraturno, por exemplo.
Já os responsáveis precisam lembrar que todos temos processos e ritmos diferentes de desenvolvimento e que é necessário respeitar o tempo de cada um. Criança com dificuldade de aprendizagem não é incapaz. É importante envolver a família na parceria para valorizar a autoestima do aluno e orientar na organização do ambiente e da rotina de estudos. Caso o problema tenha origem emocional, é indicado buscar ajuda de um psicólogo. Se for uma dificuldade cognitiva, o aluno pode ser encaminhado para um psicopedagogo. É imprescindível, portanto, que os responsáveis conheçam seus filhos e conversem frequentemente com eles para que possam detectar quando algo não vai bem. A escola deve ajudar nesta orientação dos pais.
Os professores devem observar se a criança:
- Não consegue manter o foco;
- Não consegue finalizar a maioria das atividades em sala de aula e demora muito mais do que os outros para terminá-las;
- Precisa de atenção especial para desenvolver as lições;
- Está mais ansiosa do que o normal; fica frustrada ou muito ativa em momentos em que tem maior autonomia como recreio, brincadeiras e Educação Física;
- Não consegue fazer sozinha as avaliações e não e tem dificuldades de interpretar as atividades propostas;
- Mostra desinteresse em participar e freqüentar a escola.
Os responsáveis devem ficar atentos se a criança:
- Nunca fala sobre o que aprendeu na escola;
- Na hora da lição de casa, se esquiva, fala que não tem lição e evita fazê-la;
- Não se interessa por assuntos escolares ou por outras atividades que envolvam leitura e escrita;
- Está mais ansiosa do que o normal;
- Chora ou faz manha quando chega o horário de ir para a escola.
Toda esta reflexão está voltada para os problemas cognitivos e emocionais, porém, vale a pena destacar que além das dificuldades geradas por essas questões, temos também aquelas que podem estar relacionadas às práticas pedagógicas do professor, uma vez que nem todo aluno aprende da mesma maneira. Neste caso o caminho é a melhoria na qualidade das estratégias metodológicas em sala de aula.  Abordaremos esse tema com maior profundidade na próxima semana.
Sabemos que os problemas de aprendizagem constituem uma situação real dentro das instituições escolares. Conhecer melhor as relações entre esses problemas de aprendizagem e estabelecer parceria com as famílias considero ser o melhor caminho. E vocês, coordenadores, o que pensam sobre este assunto?
Abraços,
Eduarda.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

DIA DAS CRIANÇAS

OFICINA DE CONSTRUÇÃO ENTRE PAIS E FILHOS

Além de ser um ótimo momento de integração da família, torna-se um momento de prazer e de muita criatividade. 
Trouxemos algumas dicas e idéias que poderão ser aproveitadas.
- vai-e-vem: para esse brinquedo você vai precisar do bico de duas garrafas pet de 2 litros. Depois, usando somente a parte do bico, encaixe uma na outra. Decore como quiser. Pegue duas cordas de nylon, aquelas usadas para varal, e passe-as dentro das garrafas, de um bico para o outro. Nas pontas amarre tocos de madeira, que podem ser cortados de cabos de vassoura.

-cineminha: usando uma caixa de papelão, enfeite-a como se fosse uma televisão e faça uma janela onde irá rodar o filme. Coloque uma vareta encaixada na parte de cima (de um lado a outro) e outra vareta na parte de baixo. Prepare o filme emendando folhas de papel sulfite, monte o filme com desenhos e figuras recortadas de revistas. Quando a história estiver pronta é só colocá-la enrolada na vareta de baixo e ir enrolando-a para cima, de forma que as pessoas que assistem possam visualizá-la. Uma pessoa passa o filme e outra faz a narração do mesmo.
- ioiô ou bate volta: corte o fundo de duas garrafas pet de 600 ml, deixando-os com 3cm de altura. Pegue um papel colorido e embrulhe um tanto de areia, fazendo um pacotinho que caiba dentro das duas partes juntas. Emende-as colando com fita adesiva e enfeite como quiser. Amarre o anel do refrigerante na ponta de um pedaço de lastex (elástico bem fininho) e a outra ponta amarre na bola, passando mais fita crepe por cima. Coloque o anel no dedo de faça movimentos descendo e subindo a bola que deve voltar e bater na mão para pegar mais embalo.
- gira-gira: em um pedaço de papelão risque um círculo com 10 cm de diâmetro. Enfeite-o pintando com tinta guache. Marque o centro do círculo e faça um furo na marca de 4 cm e outro na marca de 6 cm, ou seja, que fiquem ao lado do ponto central do círculo. Passe um barbante de 40 cm em cada um dos furos e amarre um anel de refrigerante em cada ponta, juntando os fios. Para girar o disco, segure um anel em cada mão, posicione o disco no meio do barbante e gire as mãos para frente, para enrolar o barbante. Depois vá puxando levemente os anéis para girar o disco.
- boliche: você vai precisar de 12 garrafas pet de 600ml. Pegue dez garrafas e enfeite-as como quiser. Usando as outras duas garrafas, monte uma bola, cortando os fundos das garrafas e emendando-os com fita crepe. Organize as garrafas no chão em forma de triângulo e marque a distância para arremessar a bola, fazendo uma linha no chão, usando fita crepe. É só arremessar e tentar derrubar as garrafas.
- pegue a bola: para esse brinquedo você vai precisar de duas garrafas pet de 2 litros. Corte a parte do bico, deixando mais um pedaço de uns 5cm, para que a bola pare lá dentro. Decore as partes como quiser. A bola pode ser feita com uma meia calça feminina (já usada e furada). Dispostos frente a frente, a uma distância de uns três metros, um jogador arremessa a bola e o outro deve pegá-la com a caçapa.

- móbile animado: usando E.V.A. de várias cores, recorte formas geométricas, flores, corações, etc, de aproximadamente 5cm de tamanho. Faça um furo na parte de cima e outro na parte de baixo de cada figura. Usando cinco fios de nylon, do tamanho que você quer o móbile, coloque-o em uma agulha e vá passando o mesmo, em movimento de costura, nos furos das figuras, deixando-os todos enfeitados. Depois é só colar no teto do seu quarto e curtir a beleza do mesmo.
- bilboquê: pegue um rolinho de papel higiênico e decore-o como quiser. Faça uma bolinha de jornal, amarre-a com um barbante de uns 60 cm de comprimento, cubra com fita crepe, pinte e deixe secar. Depois de seca, amarre a outra extremidade do barbante na borda do rolinho. Depois é só segurar o rolinho e jogar a bolinha para cima, tentando encaixá-la no buraco do mesmo. 

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
BARROS, Jussara De. "Oficina de construção entre pais e filhos "; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/dia-das-criancas/oficina-construcao-entre-pais-filhos.htm>. Acesso em 06 de outubro de 2015.

COMEMORAR O DIA DAS CRIANÇAS SEM TECNOLOGIA

1. Dia das Crianças sem computador e a televisão! No Dia das Crianças, proponha atividades divertidas que saia da rotina maçante. Momento para dialogar, interagir e voltar-se para as crianças!
2. Piquenique. Saia pela cidade, escolha uma praça ou um parque e faça um piquenique com as crianças! Você vai ver como vai ser legal!
3. Passeios por sua cidade! Vale tudo! Passe o dia em passeios no jardim zoológico, museu de ciência, caminhadas no parque, aquários, pontos turísticos da cidade ou qualquer outro local que a criança possa se divertir!
4. Hoje pode comer o que a criança quer! Nesse dia, a criança pode escolher o cardápio! O que ela gosta de comer? O que ela está com vontade de comer? Só não vale substituir almoço por fast food! Ela quer comer macarrão? Tudo bem! Mas quer hambúrguer no lugar de almoço? Nem tanto! Escolhas com restrição. Você pode também levá-la para ir comer em algum lugar que ela goste e se divirta! Dê opções legais para a criança.
5. Sessão cinema. Todo Dia das Crianças, os cinemas estão lotados de filmes infantis! Na sua cidade não tem cinema? Tudo bem! Vale a sessão cinema em casa com os amiguinhos e pipoca!
6. Dia das Crianças Colorido! Desenvolva atividades de colorir com diversos amiguinhos! Quer saber como faz? Acesse aqui: “Dia das Crianças Colorido“.
7. Teatro de Fantoches. Arranje uns fantoches, faça alguns e brinque de teatrinho com as crianças! Você vai se divertir à beça! Para improvisar, vale até usar as bonecas (os bonecos também!).
8. Ler histórias! Junte as crianças e arranje muitos livros. Cada uma escolhe e conta uma história! Todos ganham prenda de participação.
9. Cozinhar junto com as crianças. Que tal pegar aquelas receitinhas fáceis que as crianças podem fazer e deixá-las fazer sob sua supervisão! Nada de ficar falando que o seu jeito de fazer é o certo! Deixe-as fazerem livremente com certa autonomia. Se quiser, pode apenas convidá-las para ajudar na cozinha de forma divertida! Use livros infantis de culinária para lhe ajudar a escolher receitas fáceis que as crianças possam participar! Não pense que homens não podem participar! Brincadeira garantida para todos! Não descuide das crianças na cozinha!
10. Teatro. Leve-as ao teatro. Se na sua cidade não tem, uma boa opção é fazer um teatrinho de fantoches entre as crianças com algum tema educativo. (Ver item 7).
Gostou dessas idéias? Quer ver mais opções para celebrar com a criançada?  Leia aqui: “Como comemorar o dia das crianças – Parte II“.
DA SÉRIE “ESPECIAL DIA DAS CRIANÇAS”. ACESSE:

Base Nacional Comum Curricular

EDUCAÇÃO BÁSICA
Portal na internet promoverá debate nacional sobre a Base Nacional Comum Curricular.
Quinta-feira, 30 de julho de 2015 - 18:56
A Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação lançou nesta quinta-feira, 30, o portal Base Nacional Comum Curricular, que propõe uma discussão nacional sobre os componentes curriculares da educação básica. Esta é a primeira vez que um debate desta dimensão estará acessível a todos os brasileiros.
“É um projeto de país, estamos pensando que país nós queremos, que conhecimentos queremos”, destacou o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, durante o lançamento do portal, no auditório da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ele observou que a Base Nacional Comum se tornará o pivô de várias ações e pré-requisito para medidas que são essenciais para a educação básica brasileira.
“Sem a Base Comum é difícil rever a formação de professores, quer inicial quer continuada”, disse. “Como poderemos formar os professores sem saber o que eles devem ensinar? Da mesma forma, sem a base comum é muito difícil, para não dizer impossível, pensar no material que devemos gerar.”
Para Janine Ribeiro, a diversidade do Brasil deve ser contemplada na base comum. “Faz parte da base comum a percepção de que nós temos diferenças regionais que devem ser consideradas. Mas cada região deve estudar não somente o que se passa lá, mas saber de todas as regiões”, afirmou.
O ministro ressaltou a autonomia das redes municipais e estaduais de educação para adequar seus currículos à base nacional comum. “Espera-se que cada rede de educação defina o que considera importante, para além da base comum”, concluiu.
Assessoria de Comunicação Social
Acesse o portal da Base Nacional Comum
Palavras-chave: educação básica, Base Nacional Comum

Prova Nacional Docente - ENAMEB


Em post anterior apresentávamos a situação da Prova Nacional Docente e a possibilidade dela vir a ser uma certificação nacional de professores. Aqui, atualizamos aquela matéria introduzindo a situação do PL6114 em tramitação. Aqui, a Prova Nacional vira ENAMEB. A posição da Comissão de Educação não fala abertamente em certificação em sua versão atual, mas isso não significa o seu impedimento. A razão disso pode ser vista no seu artigo 3o. §3o. que diz:
Poderão participar do Enameb docentes no exercício efetivo do magistério em escolas públicas e privadas, assim como os habilitados para a docência nos termos da legislação educacional vigente e candidatos ao ingresso na carreira do magistério.
Esta redação inclui “habilitados para a docência nos termos da legislação educacional vigente e candidatos ao ingresso na carreira do magistério” e dá margem para que a prova se converta em certificação de professores. Basta que estados e município decidam contratar apenas professores através do ENAMEB e ele vira processo de certificação (tipo OAB). Além disso, a lei não restringe quem pode ser candidato ao ingresso na carreira docente o que deixa o ENAMEB em posição vulnerável a alterações futuras da “legislação vigente”. Os processos de certificação tendem a desestruturar as profissões e abreviar a formação por meios alternativos.
Os estados e municípios também têm formas de induzir a contratação via ENAMEB como certificação, pagando diferenciadamente professores que fizeram o ENAMEB. A Escolas Charters, por exemplo, que estão sendo inauguradas no Pará e em Goiás, poderão exigir que todos os seus professores sejam contratados via ENAMEB e com isso apresentar-se com um “diferencial de mercado”. Os professores não certificados, ou seja, que não fizeram o ENAMEF, seriam característica negativa da escola pública.
A comissão de Educação da Câmara já aprovou o ENAMEB – Exame Nacional do Magistério da Educação Básica. Todos os professores em exercício, da educação infantil até o ensino médio, terão exames a cada dois anos de forma alternada em três grupos. A proposta agora segue para outras comissões da casa. Vamos ver como chegará ao final da tramitação.
Ao encaminhar o projeto à Câmara, a relatoria não escondeu a intenção de que evoluísse para uma certificação:
“O Substitutivo por ele oferecido avança em relação às proposições originais, delas reunindo importantes disposições e acrescentando contribuições relevantes, como a participação de candidatos à carreira do magistério e a possibilidade de utilização dos resultados para processos seletivos para o magistério dos sistemas de ensino. A essas contribuições podem ser agregadas algumas outras. Parece adequado inserir a hipótese de que os sistemas de ensino dos entes federados utilizem os resultados como instrumento de certificação, além das finalidades já previstas. A certificação, bem aplicada, constitui elemento importante de valorização e de distinção profissional. No entanto, para que os sistemas de ensino possam empregar os resultados de modo eficiente, especialmente no que se refere ao planejamento de ações de formação continuada, precisam recebê-los de modo organizado, com informações relativas a desempenho, êxitos e lacunas nos conteúdos, competências e habilidades aferidos nos exames.
A periodicidade de aplicação dos exames pode também ser reduzida para ciclos de três anos [a Câmara reduziu para dois]. Também faz sentido admitir que o docente preste o exame quantas vezes julgar oportuno ao longo de sua carreira, melhorando resultados, com consequências positivas em sua valorização profissional.”
A finalidade principal deste projeto é revelada ao permitir que seus resultados sejam enviados às Secretarias de Educação para que integrem programas de avaliação de desempenho para fins de progressão na carreira profissional nos estados e municípios. Com isso, toda a conversa sobre ser uma avaliação voluntária se desfaz. Além disso, abre-se a porta para pagamento de bônus ou outra amarração entre desempenho medido nas provas e salário.
A formação profissional será colocada na mesma linha daquela dos advogados que fazem o exame da OAB. Vai virar “preparação para o teste”, por um lado, e por outro, ajudar a cumprir o sonho dos reformadores empresariais (através do Art. 5o.), ou seja, identificar e obrigar as universidades e faculdades a desenvolverem uma formação restrita do profissional da educação, focada nas metodologias, ou como costumam dizer, “sem ideologia”.
Tendo negligenciado por décadas a formação continuada dos professores, a saída vislumbrada é transformar a formação em um assunto pessoal, de responsabilidade dos professores. A prova vai colocar sobre o professor a responsabilidade por sua própria formação continuada, para passar no exame. Inúmeros “cursinhos preparatórios” e “kits” de preparação para o exame aparecerão para serem, de fato, os formadores dos nossos professores, na ótica de seus elaboradores.
A proposta da relatoria de dezembro de 2014 foi aprovada pela Câmara de Educação. A seguir reproduzo a proposta aprovada por esta Comissão em maio de 2015. Estiveram presente na sessão da Comissão que aprovou a proposta:
Lelo Coimbra e Professora Dorinha Seabra Rezende – Vice-Presidentes, Alice Portugal, Aliel Machado, Ana Perugini, Angelim, Arnon Bezerra, Brunny, Caio Narcio, Celso Jacob, Damião Feliciano, Giuseppe Vecci, Givaldo Vieira, Glauber Braga, Izalci, Josi Nunes, Leônidas Cristino, Max Filho, Moses Rodrigues, Orlando Silva, Pedro Fernandes, Pedro Uczai, Professor Victório Galli, Professora Marcivania, Raquel Muniz, Reginaldo Lopes, Rogério Marinho, Ságuas Moraes, Sergio Vidigal, Victor Mendes, Waldenor Pereira, Zeca Dirceu, Baleia Rossi, Danrlei de Deus Hinterholz, Diego Garcia, Geraldo Resende, Keiko Ota, Leandre, Luiz Carlos Ramos, Margarida Salomão, Toninho Pinheiro e Valtenir Pereira.
 SUBSTITUTIVO ADOTADO PELA CE AO PROJETO DE LEI Nº 6.114, DE 2009
Institui o Exame Nacional de Avaliação do Magistério da Educação Básica – Enameb, altera o art. 67, inciso IV, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e altera a Lei nº 9.448, de 14 de março de 1997, que transforma o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP em Autarquia Federal, e dá outras providências.
O Congresso Nacional decreta:
[Art. 1º.] É instituído o Exame Nacional do Magistério da Educação Básica – Enameb, com o objetivo de avaliar os conhecimentos e habilidades dos docentes de educação básica.
[Art. 2º.] O Enameb será desenvolvido em cooperação com os sistemas de ensino dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
[Art.3º.] O Enameb aferirá os conhecimentos dos docentes, conteúdos, metodologias, como ensinar, neurociência, bem como suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas exteriores ao âmbito específico de sua profissão, ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento.
§ 1º Poderão participar do Enameb docentes no exercício efetivo do magistério em escolas públicas e privadas, assim como os habilitados para a docência nos termos da legislação educacional vigente e candidatos ao ingresso na carreira do magistério.
§ 2º A inscrição e a participação no Enameb serão voluntárias, podendo o docente fazê-lo em quantas edições julgar oportuno.
§ 3º Os sistemas de ensino poderão, a seu critério, utilizar os resultados do Enameb como parte dos processos de seleção, via concurso público ou contratação temporária ou emergencial, e de programas de avaliação de conhecimentos e habilidades.
§ 4º As provas do Enameb terão uma parte geral, comum ao conjunto de participantes, de acordo com as respectivas etapas ou modalidades de exercício docente, articulada com a base nacional comum dos currículos da educação básica, e uma parte específica, de modo a atender às peculiaridades dos Estados e regiões do País.
§5º Os resultados do Enameb serão encaminhados aos sistemas de ensino de modo detalhado que demonstre o desempenho e os níveis de domínio de conteúdos, por áreas do conhecimento, dos respectivos docentes, para fins de planejamento e execução de programas de formação continuada.
[Art. 4º.] O Enameb será aplicado bienalmente, considerando os seguintes conjuntos:
I – Docentes da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental;
II – Docentes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio; e
III – Docentes da educação especial, da educação indígena e da educação quilombola.
Parágrafo único. Em todas as edições do Enameb serão acrescidas atividades avaliativas relacionadas à metodologia da docência na educação de jovens e adultos para os docentes em exercício ou candidatos ao exercício da docência nessa modalidade de educação escolar.
Art. 5º A aplicação do Enameb será acompanhada de instrumento destinado a levantar o perfil dos professores e suas condições de trabalho, com o fim de melhor compreender seus resultados.
Parágrafo único. Na divulgação dos resultados da avaliação é vedada a identificação dos documentos examinados, devendo o resultado individual ser fornecido exclusivamente ao docente, por meio de documento específico, e ao órgão responsável do sistema de ensino, para fins do disposto no § 3º do art. 3º desta Lei.
Art. 6º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, passa a vigorar com a seguinte alteração:
“Art. 67. …………………………………………………………………………………
IV – progressão funcional baseada na titulação ou habilitação, na avaliação de desempenho e na avaliação de conhecimentos;” (NR)
Art. 7º Acrescente-se o seguinte inciso X ao art. 1º da Lei nº 9.448, de 14 de março de 1997:
“Art. 1º  …………………………………………………………………………………….
X – promover avaliação de conhecimentos e habilidades dos docentes da educação básica, de forma a subsidiar, a critério dos entes subnacionais, os processos de seleção e os programas de avaliação de conhecimentos e habilidades desses profissionais.” (NR)
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sala da Comissão, em 27 de maio de 2015