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terça-feira, 18 de junho de 2013

MÉTODO PAULO FREIRE DE ALFABETIZAÇÃO

MÉTODO PAULO FREIRE

Foto retirada do site: aliceinside.wordpress.com

Nossa proposta de estudo é baseada no método Paulo Freire. A proposta de Freire parte do estudo da realidade que é a fala do educando, e a organização do dado que é a fala do educador. Nesse processo surge os Temas Geradores, extraídos da problematização da prática de vida dos educandos. Os conteúdos de ensino são resultados de uma metodologia dialógica. Cada pessoa, cada grupo envolvido na ação pedagógica dispõe em si próprio, ainda que de forma rudimentar, dos conteúdos necessários dos quais se parte. O importante não é transmitir conteúdos específicos, mas despertar uma nova forma de relação com a experiência vivida. A transmissão de conteúdos estruturados fora do contexto social do educando é considerada “invasão cultural” ou “depósito de informações” porque não emerge do saber popular.

Portanto, antes de qualquer coisa, é preciso conhecer o aluno. Conhecê-lo enquanto indivíduo inserido num contexto social de onde deverá sair o “conteúdo” a ser trabalhado.
Assim sendo, não se admite uma prática metodológica com um programa previamente estruturado assim como qualquer tipo de exercícios mecânicos para verificação da aprendizagem, formas essas próprias da “educação bancária”, onde o saber do professor é depositado no aluno, práticas essas domesticadoras. (Barreto,s.d.p.4) O relacionamento educador-educando nessa perspectiva se estabelece na horizontalidade onde juntos se posicionam como sujeitos do ato do conhecimento. Elimina-se portanto toda relação de autoridade uma vez que essa prática inviabiliza o trabalho de criticidade e conscientização.
Segundo Freire o ato educativo deve ser sempre um ato de recriação, de re-significação de significados. O Método Paulo Freire tem como fio condutor a alfabetização visando á libertação. Essa libertação não se dá somente no campo cognitivo mas acontece essencialmente nos campos social e político.
O que existe de mais atual e inovador no Método Paulo Freire é a indissociação da construção dos processos de aprendizagem da leitura e da escrita do processo de politização. O Alfabetizando é desafiado a refletir sobre seu papel na sociedade enquanto aprende a escrever a palavra sociedade; é desafiado a repensar a sua história.
Essa reflexão tem por objetivo promover a superação da consciência ingênua – também conhecida como consciência mágica – para consciência crítica.
A proposta de utilização dessa metodologia na alfabetização de jovens e adultos é completamente inovadora e diferente das técnicas utilizadas, resultada de adaptações simplistas das cartilhas, com forte tônica infantilizante. É diferente por possibilitar uma aprendizagem libertadora, não mecânica, mas uma aprendizagem que requer uma tomada de posição frente aos problemas que vivemos. Uma aprendizagem integradora, abrangente, não compartimentalizada, não fragmentada, com forte teor ideológico. Dessa forma, o Método proposto por Freire rompe com a concepção utilitária do ato educativo propondo uma outra forma de alfabetizar. Porém, vale ressaltar que é importante a necessidade de recriação constante em toda e qualquer prática educativa, inclusive no método em questão.


Orientação Pedagógica
Ponto gerador-mediador: Pesquisar em busca de palavras geradoras do trabalho de alfabetização.
Ponto temático: O aluno e seu universo.
Concentração da aula: Oralidade para desinibição e levantamento do universo vocabular do educando.

Professor(a), apresentamos uma possível seqüência de aula. Possível pelo fato de que, no nosso trabalho, tudo deve partir do aluno, o professor é apenas o mediador.
Quem vem à sala de aula da Educação de Jovens e Adultos está aceitando ser alfabetizado e tem em torno dele todo um universo vocabular a ser explorado, e é esta pesquisa que queremos que você faça com os alunos, buscando extrair deles os vocábulos que estão no universo lingüístico ao qual pertencem. As palavras que eles forem falando deverão ser escritas na lousa e em cartazes ( fixar na parede) ou em pequenos cartões, e deve-lhes ser solicitado que escolham 16 palavras entre as dezenas ou centenas de palavras que surgirem. Escolha com eles 16 palavras para serem exploradas nas fichas que poderão ser formuladas no caderno ou em folhas de ofício, para que nessas fichas possam ser estudadas as sílabas dessas palavras sem assoletramento, mas com o pronunciamento delas, o que já será um início de identificação dos sons das letras, segundo Carlos Brandão, “um universo de fala da cultura da gente do lugar, que deve ser investigado, pesquisado, levantado e descoberto.”
Por isso professor(a), pesquise mesmo pra valer. Pergunte muito sobre situações que possam ser respondidas pelos seus alunos para que se formem na lousa vários campos semânticos de palavras. Palavras estas que servirão de subsídios para o trabalho de alfabetização, de modo que o aluno estará construindo seu mundo e se alfabetizando com a ajuda do professor, que é um mediador. Pergunte a eles sobre a vida, sobre o trabalho. Peça que contem acontecimentos. Indague sobre assuntos diversos que os levem a compreender o mundo, sem que você direcione as opiniões, tomando o cuidado para que eles falem sempre, que tudo parta deles.
“Trata-se de uma pesquisa simples que tem como objetivo imediato à obtenção dos vocábulos mais usados pela população a se alfabetizar”. Percebeu como essa pesquisa pode ser feitas com os alunos? As palavras servirão para descobrirmos os TEMAS GERADORES DAS AULAS, ou seja, os assuntos a serem discutidos em sala de aula. As 16 palavras escolhidas no final de muito debate (conversa) servirão de PALAVRAS GERADORAS de atividades escritas. As idéias são as palavras, as frases, ou mesmo desenhos feitos por eles em folhas ou em cartolinas e escritas e/ou desenhadas na lousa ou coladas. Devem ser lidas para a turma.

Paulo Freire pensou que um método de educação construído em cima de ideias de um diálogo entre educador e educando, onde há sempre partes de cada um no outro, não poderia começar com o educador trazendo pronto, do seu mundo, do seu saber, o seu método e o material da fala dele.” Carlos Brandão

Sugestão de Atividade:

Obs:
 A palavra abaixo fez parte do universo vocabular dos meus alunos, vocês terão outras realidade, esta é apenas um exmplo.

A palavra selecionada foi VIDA.

1.
CONVERSE COM SEU PROFESSOR SOBRE O SIGNIFICADO DA PALAVRA

VI DA



2. PESQUISE EM REVISTAS OU JORNAIS AS LETRAS DA PALAVRA VIDA E COLE ABAIXO:


V

I

D

A



3.Agora desenhe ou cole uma foto que possa representar o significado desta palavra para você:

Depois desta dinâmica o professor pode explorar as atividades de alfabetizar trabalhando as sílabas da palavra V I D A:


Por exemplo, a palavra VIDA.
Esta palavra deve ser pronunciada pelo professor, que buscará mostrar aos alunos que ela pode ser dividida em pedaços. A palavra em questão será pronunciada pela turma em coro e individualmente. O professor então deve pronunciar as famílias silábicas que podem ser obtidas (VA,VE,VI,VO,VU) e (DA,DE,DI,DO,DU), sem o aluno olhar para forma escrita. Agora, deve escrevê-las na lousa, conforme mostra no quadro. Deve buscar com os alunos a diferença em cada sílaba, que são as vogais, apresentando-as em forma de coluna. Escrita na lousa, o (a) professor(a) lerá uma a uma com os alunos. Solicitará que eles escrevam no caderno.

IMPORTANTE: se o aluno for reconhecendo as semelhanças sonoras entre a palavra geradora ou em outra palavra, você pode ir apresentando cada nova situação para a turma, sabendo que se trata de um avanço do aluno e por isso, faça elogios.As palavras geradora deverão ser desdobradas em seus fonemas e sílaba – em pedaços.Ex: “Olha aí gente, uma casa não tem as suas partes: quarto, cozinha,sala...? Tudo no mundo não tem seus pedaços?Pois é uma palavra também tem. Tão vendo?”Carlos Brandão

Ex:

Ao juntarmos a letra V e D com as vogais A-E-I-O-U, teremos novas sílabas. Veja:



V -VA – VE – VI – VO - VU

I

D - DA –DE –DI – DO - DU

A

2. A PALAVRA VIDA SERÁ NOSSO TEMA. ESSA PALAVRA COMEÇA COM A LETRA _______



PROCURE EM REVISTAS OU JORNAIS PALAVRAS QUE COMECEM COM AS SÍLABAS ABAIXO E COLE NO QUADRO:

VA –

____________________________

VE –

____________________________
VI –

____________________________

VO –

____________________________
VU -
____________________________


Professor (a), aqui você poderá criar inúmeras atividades com letras e sílabas, não esquecendo que depois precisa trabalhar com a sílaba DA. O objetivo é escolher uma palavra do universo vocabular do aluno e explorar seu significado para os mesmos.

TEXTO ENIGMÁTICO

Adicionar legenda

DICAS



DICAS!!!!
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segunda-feira, 17 de junho de 2013

JOGO SEXO?!

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Gripe A (H1N1): O QUE É E CUIDADOS NECESSÁRIOS

1. Gripe A (H1N1):


 o que é?
           
            É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1). Reúne genes de vírus que infectam suínos, aves e humanos.

2. Como ocorre a transmissão?
            É transmitido de pessoa a pessoa por meio da tosse, espirro e pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Multidões em ambientes fechados e o tempo frio facilitam a disseminação do vírus. Acredita-se que, inicialmente, a transmissão foi dada pelo contato direto de humanos com porcos, já que essa gripe tem origem suína.

3. Por que a influenza A (H1N1) é conhecida como gripe suína?
            A linhagem responsável pelo surto atual costuma causar infecção em porcos. Ao sofrer mutações, podem vir a infectar humanos, como neste caso.

4. Há risco ao comer carne suína?
            Quando bem cozida ou assada, não, pois calor a 70ºC destrói o vírus, não oferecendo riscos à saúde humana.

5. Quais são os sintomas?
            Febre, tosse, dores musculares, de cabeça, de garganta, fadiga, diarréia, vômito, irritação nos olhos, fluxos nasais e arrepios de frio.

6. O que eu devo fazer se estiver sentindo isso?
            Procure um médico ou vá a um posto de saúde rapidamente.

7. O que eu NÃO devo fazer?
            Não deixe passar 48 horas do início dos sintomas sem fazer nada. Não recorra à automedicação nem fique em casa tomando chazinho. Também não fique obcecado pela ideia de fazer a todo custo o teste para confirmar se você tem o A (H1N1) ou não. Médicos e hospitais vão tratá-lo, independentemente da confirmação laboratorial. Eles vão se orientar pelos sintomas, não pelo teste do H1N1. Também não corra para um hospital se você não está com os sintomas descritos. Muitos hospitais ficaram lotados recentemente com o assédio de pessoas que não tinham nem gripe comum.  

8. Qual é o período de incubação do vírus?
            O período de incubação da Gripe A (H1N1), ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas, pode variar entre 1 e 7 dias.
9. Quanto tempo uma pessoa infectada transmite o vírus a outras?
            Os doentes podem infectar outras pessoas por um período de até sete dias, chamado de transmissibilidade, durante a manifestação dos sintomas.

10. Existe alguma vacina contra o vírus da Gripe A (H1N1)?
            No momento, não existe vacina que proteja as pessoas contra o novo vírus. Somente protege os suínos.

11. O vírus, se infectar grávidas, pode causar problemas de desenvolvimento em fetos?
            Não. Uma grávida possui uma debilidade no sistema de defesa de seu organismo. É por isso que fazem parte do grupo de risco para complicações pela nova gripe. Esses problemas não afetam o feto, mais sim a gestante.

12. Quem pega a gripe uma vez pode ser infectado por ela novamente mais tarde?
            Não. O organismo cria defesas contra o vírus. No entanto, se houver uma mutação significativa no subtipo do vírus, a doença pode se apresentar de novo.

13. Como posso me prevenir ou prevenir outras pessoas?

Evite o contato próximo com pessoas gripadas;
Se ficar doente, permaneça em casa e evite o contato direto / íntimo com outras pessoas durante sete dias após o início dos sintomas;
Se tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço de papel ou com o antebraço;
Jogue no lixo os lenços de papel usados;
Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou use toaletes à base de álcool;
Se suas mãos não estiverem lavadas, evite o contato das mesmas com os olhos, nariz e boca;
Limpe frequentemente as superfícies ou objetos mais sujeitos ao contato com as mãos;
Evite multidões, locais fechados e / ou pouco arejados;
Se uma pessoa apresentar sintomas de gripe, permaneça a 1 metro de distância dela ou, se você estiver gripado, faça o mesmo quando falar com alguém;
Se estiver gripado, evite cumprimentar com abraços, beijos ou apertos de mão ou, se estiver sadio, evite esses cumprimentos com alguém gripado;
Se possível, utilize máscaras cirúrgicas descartáveis em locais com surtos de gripe, ou até mesmo fechados e com muitas pessoas. Mesmo quando bem utilizadas, elas só evitam o contágio de outras pessoas, não o contágio do próprio.    Essas medidas também valem para viagens a lugares com casos identificados da Gripe A (H1N1). Após o retorno e a estadia, a pessoa deve ser avaliada para conferir se adquiriu ou não o vírus.
            Saiba que essas medidas, assim para os adultos, são importantes para as crianças e muito respeitadas por elas.

14. Recomendações aos viajantes:
            A partir do dia 23 de junho de 2009, o Ministério da Saúde recomenda que pessoas que apresentem maior risco de desenvolver a doença adiem a viagem para os países com transmissão sustentada.

Fatores de risco para complicações por influenza:
▪ Idade: inferior a dois ou superior a 60 anos de idade;
▪ Imunodepressão: por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para AIDS ou em uso regular de medicação imunossupressora;
▪ Condições crônicas: por exemplo, hemoglobinopatias, diabetes mellitus; cardiopatias, pneumopatias e doenças renais crônicas;
- Gestação.
            Se não puder adiar a viagem, adote as medidas de prevenção do item 13.

15. Como higienizar as mãos?
            ▪ Com água e sabão, sempre que possível;
            ▪ Com Solução Anti-séptica de Base Alcoólica – SABA –, sem a utilização de água e sabão.

16. Em quais casos devo higienizá-las?

Quando saímos do elevador;
Quando viemos da rua;
Antes e após as refeições;
Após irmos ao banheiro;
Após tossirmos ou espirrarmos;
Após manusearmos lenços com secreções;
Após tocarmos em superfícies muito manuseadas, como maçanetas de porta.

17. Como utilizar e descartar as máscaras corretamente?
            1°: A máscara deve ser cuidadosamente colocada sobre a boca e o nariz e presas com firmeza.
            a) Prenda os atilhos ou os elásticos no meio da cabeça e no pescoço.
           
            b) Ajuste a faixa flexível ao osso do nariz.

            c) Ajuste-a bem à face e sob o queixo.

            2°: Enquanto estiver usando máscara, evite tocar-lhe com as mãos. Sempre que tocar numa máscara usada - por exemplo, ao retirá-la - deve lavar as mãos com
água e sabão ou desinfetá-las com uma solução alcoólica.
            
            3°: Substitua as máscaras sempre que ficarem úmidas.

            4°: Para retirar e eliminar uma máscara convenientemente:

            a) Parta do princípio de que a parte da frente da máscara cirúrgica está
contaminada.

            b) Desate os atilhos da parte de baixo e depois, os atilhos ou elásticos da
de cima e retire a máscara, pegando-lhe unicamente pelos atilhos.
            c) Depois de retiradas, devem ser colocadas num saco plástico bem fechado e juntado aos resíduos domésticos normais. 
           
            5°: Depois de retirar a máscara é necessário lavar as mãos com água e sabão, ou desinfeta-las com uma solução alcoólica.
           
Referências Bibliográficas:

Textos:

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA NOVA GRIPE. Disponível em:

VÍRUS DA GRIPE A (H1N1). Disponível em:

GRIPE A (H1N1) - Contágio, Sintomas e
Prevenção. Disponível em:
<http://www.noticiaki.com/2009/05/gripe-a-h1n1-contagio-sintomas-e-prevencao.html>. Acesso em 04 de agosto de 2009.

GRIPE A (H1N1). Disponível em:
<http://www.riocontragripea.rj.gov.br/conteudo/index.asp>. Acesso em 04 de agosto de 2009.