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quinta-feira, 9 de maio de 2013

PROJETO TABUANDO




                               EDGAR DA SILVEIRA MACIEL




PROJETO



TABUANDO

EDGAR DA SILVEIRA MACIEL
Projeto divulgado no Site recanto das letras.









PROJETO TABUANDO


-Disputa entre alunos para recitar tabuada.

Regras:

1)-Disputariam os alunos de cada classe e o vencedor da  classe disputaria com os das outras classes de cada colégio ou escola.

2)-Podem concorrer todos os alunos do Município de 3ª a 8ª  Séries do ensino fundamental.

3)-Cada aluno sortearia um envelope com 04 combinações de números da Tabuada e 01 combinação da Tabuada multiplicada por qualquer número de 2 a 5 nas eliminatórias de cada colégio ou escola e de 2 a 9 nas finais.

Exemplo: 3x4=12
                5x2=10
                7x9=63
                5x7=35 x  5 =175.

4)Buscaríamos premiações entre patrocínio e subvenções sociais, até o 3° colocado.

5)Forneceríamos tabuadas padronizadas para os alunos.





OBJETIVO

             Incentivar os alunos a usar a Tabuada, diminuindo o uso da calculadora, aumentar seu raciocínio lógico, criar uma disputa saudável entre alunos e as diversas unidades de ensino do Município.








                          HISTÓRICO


Como lecionei Química para alunos do Ensino Médio durante 13 anos vi a necessidade de incentivar o uso da Tabuada. Além de que no Vestibular, Concursos Públicos e em diversas empresas não é permitido o uso de calculadoras, preparando-os para o Futuro.
A ferramenta a ser utilizada é a TÁBUA DE PITÁGORAS.

Biografia de  Pitágoras
   
     Pitágoras, matemático, filósofo, astrónomo, músico e místico grego, nasceu na ilha de Samos ( na actual Grécia ).
   Pitágoras é uma figura extremamente importante no desenvolvimento da matemática, sendo frequentemente considerado como o primeiro matemático puro. No entanto, pouco se sabe sobre as suas realizações matemáticas pois não deixou obra escrita e, além disso, a sociedade que ele fundou e dirigiu tinha um carácter comunitário e secreto.

     Essa sociedade, a Escola Pitagórica, de natureza científica e religiosa (e até mesmo política), desenvolvia estudos no domínio da matemática, da filosofia e da astronomia. O símbolo desta irmandade era a estrela de cinco pontas (ou estrela pentagonal). 

   A Escola Pitagórica defendia o princípio de que a origem de todas as coisas estava nos números, o atomismo numérico.
   Ao longo da sua vida, Pitágoras viajou por vários países, tendo aprendido muitos conhecimentos matemáticos com os egípcios e os babilónios. Entre outros, dois filósofos com que Pitágoras estudou e que influenciaram as suas ideias matemáticas foram Tales de Mileto e o seu pupilo Anaximander.

   No domínio da matemática, os estudos mais importantes atribuidos a Pitágoras são:
a descoberta dos irracionais ;
o teorema do triângulo rectângulo (Teorema de Pitágoras).

    Apesar de actualmente sabermos que, cerca de mil anos antes, já eram conhecidos casos particulares deste teorema na Babilónia, no Egipto e na Índia, Pitágoras foi o primeiro a enunciar e demonstrar o teorema para todos os triângulos rectângulos.
   São também atribuidos a Pitágoras (e aos pitagóricos) outros trabalhos matemáticos, que incluem:
 a descoberta da tabuada ;
 o estudo de propriedades dos números (dos números ímpares regulares, dos números triangulares, etc) ;
 a construção dos primeiros três sólidos platónicos (é possível que tenha construído os outros dois) ;
 a descoberta da relação existente entre a altura de um som e o comprimento da corda vibrante que o produz. 
    Não se sabe ao certo quando nasceu e morreu Pitágoras mas calcula-se que viveu uma longa vida (entre 80 a 100 anos), entre a primeira metade do século VI a.C. e o início do século V a. C.




Onde o aluno pode elaborar facilmente a TÁBUA, auxiliando-lhe em multiplicações e divisões.

2
3
4
5
6
7
8
9
2
4
6
8
10
12
14
16
18
3
6
9
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15
18
21
24
27
4
8
12
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20
24
28
32
36
5
10
15
20
25
30
35
40
45
6
12
18
24
30
36
42
48
54
7
14
21
28
35
42
49
56
63
8
16
24
32
40
48
56
64
72
9
18
27
36
45
54
63
72
81
TÁBUA DE PITÁGORAS

UTILIZA-SE ESTA TABELA MULTIPLICANDO-SE O NÚMERO DA LINHA PELO NÚMERO DA COLUNA
EX: 3X6=18







segunda-feira, 6 de maio de 2013

Jogos Educativos On Line

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http://www.escolagames.com.br/

PRODUÇÃO TEXTUAL COLETIVA - Jornais e Notícias






Atividade realizada com os alunos da 4ª etapa A, na Escola Caminho para o Futuro, com a disciplina de Língua Portuguesa 
 Orientação: Profª. Pollyanna Cristina.
Abril/2013

Produção Textual : Criação de Jornais de Notícias.

Procedimentos : Dividir a classe em grupos de 5 alunos , propondo aos mesmos a produção textual de um JORNAL DE NOTÍCIAS.

Objetivo: Desenvolver a linguagem oral e escrita dos alunos e o desempenho na interação e socialização entre os colegas de classe, promovendo de forma lúdica e criativa a exposição dos trabalhos realizados .

Metodologia: Expor oralmente aos alunos os critérios que devem ser utilizados para a criação de um Jornal , em seguida propor a atividade explicando que esse Jornal precisa conter um Nome que chame a atenção dos leitores e notícias que envolvam a realidade do cotidiano. 

Material Utilizado:

Revistas (Para recorte e colagem).
Tesoura
Cola
Folhas de papel A 4
Pincel Atômico
Textos de Jornais (Utilizados para ter a ideia central do trabalho).

Avaliação: O trabalho realizado pelos alunos , foi um sucesso. Conseguimos produzir 6 Jornais de Notícias , com diversidade nos nomes e nas próprias notícias.Foi possível observar a criatividade dos alunos , o cuidado ao confeccionar os Jornais , a interação deles em grupo , a forma de apresentação em sala , expondo aos demais colegas cada jornal e o que esse mesmo trazia de conteúdo.
O que mais me chamou a atenção quanto mediadora , foi a concentração e disciplina que os alunos tiveram ao executar a atividade proposta. Foi possível notar que trabalhos que envolvem a prática , a leitura , a escrita e a criatividade, chamam bem mais a atenção desse público de educandos . 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DIAGNÓSTICO


O diagnóstico na EJA
 

O diagnóstico para o conhecimento do nível de escrita de cada alfabetizando deve ser feito periodicamente, a cada dois meses por exemplo, dependendo do trabalho desenvolvido. O fundamental para se obter uma resposta correta sobre o nível de cada aluno é incentivá-lo a escrever uma série de palavras relativas a um mesmo tema, também algumas frases. O educador deve primeiro procurar deixar o aluno à vontade, sem a preocupação de “errar”, e pedir-lhe que escreva a seu modo. O número de sílabas das palavras solicitadas deve variar de 1 a 4. O aluno deverá ler em voz alta o que escreveu, acompanhando a leitura com o dedo ou o lápis.
É sabendo como o aluno escreve e como lê o que escreve que o educador poderá determinar o que este aluno já conhece sobre a escrita. Esse diagnóstico muitas vezes é feito na própria entrevista inicial com o aluno. Isso pode ser feito nos nossos bairros porque, em geral, conhecemos as pessoas que vão começar a freqüentar os grupos de alfabetização. Quando isso não é possível, fazemos os diagnóstico nos primeiros dias de aula, individualmente.
Muitas vezes, é difícil definir o nível de conhecimento, porque há alfabetizandos que escrevem palavras ortograficamente, não porque tenham entendido o processo, mas porque as conhecem de cor.
O que nos permite avaliar o nível de conhecimento da escrita do aluno é a possibilidade que ele tem de construir as palavras a partir de sua reflexão, de suas hipóteses.

NÍVEIS DE CONHECIMENTO



Os diferentes níveis do conhecimento da escrita:


O conhecimento do sistema escrito alfabético, tanto pela criança, como pelo analfabeto adulto, passa por diferentes níveis. O sujeito procura ativamente compreender a natureza da língua escrita à sua volta, formula hipóteses próprias. Suas hipóteses se contradizem e, superando estes conflitos, o conhecimento avança. Suas tentativas de escritas mostram seus “erros construtivos”, essenciais à aprendizagem.
Os alfabetizandos poderão se encontrar em vários níveis, como veremos a seguir:

Nível Pré-silábico:

                        O nível pré-silábico é o mais elementar, segundo a pesquisadora Emília Ferreiro. Neste nível o alfabetizando ainda não descobriu o que a escrita representa, não descobriu ainda que a escrita representa a fala. No realismo nominal, ele relaciona a palavra ao tamanho do objeto, representando. A escrita é arbitrária, mistura as letras. Normalmente, neste nível, o alfabetizando escreve um amontoado de letras juntas, e a correspondência gráfica não coincide com nenhum valor sonoro.


Nível silábico:

O alfabetizando se encontra neste nível quando percebe (ou descobre), pensando, refletindo, o que a escrita representa. Ele percebe que as variações de sinais na escrita correspondem às variações sonoras da fala, o aluno se preocupa com o número de letras das palavras e segue à risca a hipótese que concebeu de que cada sinal gráfico (letra) corresponde a uma sílaba.
Nesse nível, o aluno percebe a palavra como um todo, constituído de partes que, para ele, correspondem a letras que representam cada sílaba.

 

Nível Silábico-Alfabético:

                        Neste nível, o alfabetizando dá ao observador a impressão de que está “comendo letras” em suas palavras, mas na realidade ele as está acrescentando. Quando descobre que cada sinal gráfico deve representar, não a sílaba, mas o fonema (que é a menor unidade sonora da palavra), vai tentar outras hipóteses: acrescentar letras no início, no meio ou no fim da palavra. Quando a compara com a escrita do jornal, do alfabetizador ou dos textos e cartazes da parede, verifica que faltaram letras e que devem aperfeiçoar sua escrita a partir das semelhanças e diferenças. Isso obriga a buscar sempre novos recursos. Constrói, assim, seu conhecimento, portanto o sujeito do processo de sua aprendizagem.



Nível Alfabético:


                        Neste nível, o sujeito atingiu a compreensão do sistema de escrita alfabética. O alfabetizando já escreve como fala; falta-lhe apenas descobrir que nem sempre se escreve como se fala. Sua mensagem já é entendida por todos. Novos conflitos surgem exigindo novas reelaborações:
·         descoberta de que a sílaba pode ter uma ou mais letras;
·         descoberta de que não há uma regularidade absoluta na correspondência som-grafia;
·         descoberta da separação convencional entre as palavras da oração;
O aluno alfabético escreve foneticamente e não ortograficamente.



Por que definir o nível de escrita de cada alfabetizando:

Poder definir o nível de conhecimento da língua escrita de cada um de nossos alunos trouxe muito incentivo ao trabalho de alfabetização. Fez-nos ver que nossos alunos já chegam ao curso de alfabetização sabendo  sua língua   materna  e  conhecendo  mais   ou menos a língua escrita. Isto porque, vivendo numa sociedade letrada, cotidianamente são obrigados a resolver situações que requerem a leitura. O mesmo não se pode dizer de uma pessoa que viva na zona rural, onde o contato com a escrita é menor.
O trabalho se orienta em três direções: no desenvolvimento da linguagem oral, da escrita e da leitura, partindo sempre da realidade dos alunos, seus sonhos, seus projetos, suas alegrias e tristezas. Buscando as causas de cada dificuldade e também o que fazer para trabalhar na sua solução.
O aluno dever ser motivado a ler tudo o que possa ser vivenciado como função social da escrita: livros, jornais, cartas, bilhetes, contas de água, luz, etc..
Aprender a escrever escrevendo, aprender a ler lendo. Aprender a ler a realidade, a interpretar o mundo à sua volta, compartilhando, com todos, os conhecimentos e sentimentos.
Tendo em vista o modo complexo de representação do sistema escrito alfabético-ortográfico, algumas implicações metodológicas se evidenciam:

·         As regras básicas do sistema escrito convencional devem ser assimiladas pelos educandos. Não escamotear as dificuldades, elas existem. Evitar os falsos artifícios (tipo “o v é o chifre da vaca”, “o ponto de interrogação é uma bengalinha”) que não têm a ver com as características propriamente lingüísticas;
·         Oferecer atividades planejadas para que o alfabetizando descubra e compreenda as regras do sistema escrito: observando, comparando ativamente, analisando as diferenças e semelhanças no som e grafia das palavras;
·         Não é necessário repetir todos os possíveis padrões silábicos, esgotar cada grupo de famílias silábicas para iniciar uma seguinte. O educando transfere ativamente o aprendizado de uma situação para outras semelhantes;
·         É preciso rever a tradicional seqüência na alfabetização. Começar do mais fácil? O que é mais fácil ou mais difícil em se mostrado muito relativo entre os diferentes alfabetizandos. Os fundamentos científicos dos estudos psicogenéticos de Emília Ferreiro nos mostram que o mais razoável é diagnosticar o conhecimento atual do sujeito, o nível de sua concepção sobre o sistema escrito e, visualizando a etapa seguinte que lhe falta compreender, organizar desafios que lhe permitam avançar. Paulo Freire há longos anos vem insistindo no fato de se partir do conhecimento do mundo, não permanecer nele, mas superá-lo através do diálogo educativo;
·         Convivendo com uma multiplicidade de materiais escritos fora da escola, como também na sala de aula, e tendo a oportunidade de pensar, perguntar, quando surgem as dúvidas, nos momentos de leitura silenciosa e de escrita espontânea, os alfabetizandos vão descobrindo palavras novas, independentemente da seqüência planejada pelo professor. Os educandos vão compondo sua leitura e escrita por tentativas, hipóteses, generalizações, “erros construtivos”. É fundamental favorecer e valorizar este estabelecimento. O aluno não aprende só o que o professor ensina.

Diante dessas implicações metodológicas, o educador supõe uma concepção construtivista de aprendizagem: sujeito é ativo, faz elaborações inteligentes. Nega aquela concepção behaviorista de aprendizagem como um acúmulo linear de informações, recepção e armazenamento de informações de fora. A concepção bancária de Educação, contra a qual nos alerta Paulo Freire, entende a mente do educando como um receptáculo, depósito de informações prontas. Aqui o educador não comunica, faz comunicados. A aprendizagem não é linear é descontínua, supõe avanços, momentos de estagnação devido aos conflitos e mesmo momentos de aparente retrocesso.
Outro detalhe metodológico importante: é mais coerente com o uso funcional-social da linguagem, alternar a apresentação das palavras conforme a variação da posição das vogais (V) e consoantes (C), (CV-CVV-VC-CCV-CVC). Estas palavras serão sempre selecionadas do contexto significativo vivenciado pelos educandos.
Sabemos que no nível silábico de conhecimento sobre o sistema escrito, o sujeito escreve um sinal gráfico para cada sílaba falada. (Exemplo: C V O = “cavalo”). O sujeito precisa descobrir que a sílaba pode ter uma ou mais letras (elefante, transporte) para avançar para a compreensão alfabética da escrita. Desde o início da alfabetização é necessário, então, ter contato com esses variados modelos de constituição de sílabas. Destacar apenas sílabas do tipo CV (macaco) durante os primeiros meses da alfabetização pode gerar uma indevida generalização de que a sílaba é sempre de duas letras (tipo CV).