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terça-feira, 25 de novembro de 2014

PROFESSORES NOVATOS NA EJA

Dicas para um professor novato na EJA

Aula de alfabetização de jovens e adultos no Centro Municipal de Educação do Trabalhador Paulo Freire
Para a maioria dos professores, dar aulas na Educação de Jovens e Adultos acontece “meio sem querer” na carreira. No período de atribuições de aulas, é comum que alguns professores não consigam completar a carga horária, como dizemos no jargão das escolas. E aí, aparecem as aulas de EJA para fechar melhor o horário do professor.
Foi esse o seu caso? Para mim, foi uma opção, mas conheço professores que iniciaram “meio sem querer” e depois se tornaram excelentes docentes da EJA.
Muitas vezes, o professor novato nessa modalidade de ensino costuma se preparar da mesma maneira como faz para o ensino regular. E então podem aparecer muitas surpresas.
Como contei a vocês no post anterior, minha experiência no primeiro dia de aula foi marcante e apontou como esse trabalho seria interessante e cheio de desafios! O que quero enfatizar é o seguinte: a EJA tem peculiaridades que não podem ser esquecidas.
Pensando nisso, preparei esta lista com dicas que podem ser úteis para um iniciante na EJA:
Reserve bastante tempo para explicar a proposta de cada aula. Na EJA, você pode encontrar alunos retornando à escola depois de muito tempo ou que estejam pela primeira vez em uma sala de aula. Portanto, embora algumas atividades sejam muito frequentes no cotidiano escolar, os alunos da EJA podem não conhecê-las. A atividade que pede ao aluno para “preencher as lacunas”, por exemplo, é velha conhecida dos estudantes regulares, pois aparece desde as primeiras séries do Fundamental, mas é possível que alunos da EJA ainda não tenham tido contato com ela. Nesse caso, mesmo o vocabulário do enunciado precisa ser esclarecido. Outro exemplo de tarefa que precisa ser bem explicada é o ato de resolver questões em uma folha e passar as respostas para um gabarito.
Preocupe-se com os procedimentos escolares. Esta dica complementa o item anterior. Como vários alunos não têm familiaridade com esses afazeres, ensine aqueles que você julga importante. Isso é mais natural para os professores polivalentes do Fundamental 1, mas poucos professores especialistas dão importância a esse aspecto (aliás, isso vale também para o ensino regular). Alguns exemplos do que pode ser necessário explicar aos alunos: buscar palavras no dicionário, organizar uma tabela, copiar esquemas da lousa etc.
Preste atenção ao ritmo da turma. Se você já tem experiência com sala de aula, quaisquer que sejam os alunos, já sabe que cada turma tem o seu ritmo. Acho que um bom começo é imaginar que uma atividade para EJA costuma tomar mais tempo que no ensino regular, justamente porque muitos alunos não estão familiarizados com os procedimentos escolares e, por isso, podem demorar para encontrar uma página no livro, copiar uma questão da lousa ou construir uma tabela. Nas primeiras atividades que propuser, fique atento ao tempo de duração de cada atividade para ajustar o planejamento das aulas seguintes.
Prepare-se para os alunos rápidos. É muito grande a chance de que você tenha alunos com ritmos variados. Se por um lado é preciso garantir que todos tenham tempo suficiente para realizar as tarefas, por outro é necessário propor outros desafios para que os que já têm desenvoltura avancem mais. Comece verificando se esse aluno mais rápido executa a tarefa com qualidade. Se não for o caso, peça que ele melhore os detalhes da tarefa, como ortografia ou acabamento. Se for, tenha sempre uma atividade extra, relacionada ao assunto, já preparada para os alunos mais rápidos.
Cuidado com a infantilidade. Tenha em mente que algumas atividades que se encaixam bem no ensino regular soam infantis para a EJA. Especialmente no Ensino Fundamental, várias propostas são adequadas para crianças e adolescentes, mas não para adultos. Esse é o caso de muitos jogos, por exemplo.
E você, leitor, tem alguma dica para ajudar nossos colegas novatos? Ou você chegou a este post justamente por que está começando na EJA e ainda tem muitas dúvidas?

DICAS DO EXCEL






Dicas para aproveitar as fórmulas do Excel

 | Tutorial
O semestre está terminando e logo mais você vai ter lançamento de notas, faltas e muitas outras informações dos alunos para registrar e controlar, não é mesmo? Pensando nisso, preparamos um tutorial que explica alguns recursos básicos – e maravilhosos! – do Excel. Com eles, você pode usar fórmulas para somar e calcular médias, por exemplo. Assista e depois conte para a gente o que achou das sugestões.
ACESSE O VÍDEO:
http://youtu.be/SYBqHTc6v-I

EJA _ Alegrias, dúvidas e desafios de quem atua nessa modalidade de ensino.



Tratar do tema importante ou ater-me à minha disciplina?

Alunos do Mestre Doutor Felipe Bandoni de Oliveira, professor de Ciências da EJA do Colégio Santa Cruz. Foto: Gustavo Lourenção
Há alguns anos percebo que nós, professores chamados “especialistas”, às vezes nos
envolvemos tanto nas nossas áreas de atuação que acabamos perdendo a visão do todo na
escola. Precisamos repensar nossa posição com cuidado, mas não apenas nela.
Estou usando aqui o termo “especialista” para designar os docentes das disciplinas específicas como Ciências, Língua Portuguesa, Geografia etc., que atuam no Ensino Fundamental 2 e no Médio. Neste contexto, o termo serve para distingui-los dos “polivalentes”, isto é, aqueles que ensinam no Ensino Fundamental 1 e que tratam das diferentes áreas sem que elas estejam divididas, de fato, em disciplinas.
(Não sei se esses são os melhores termos para designar esses profissionais. Alguns podem
achá-los pejorativos, preconceituosos ou simplesmente incorretos; contudo, são termos
correntes nas escolas em que eu atuo, na cidade de São Paulo.)
O que tenho percebido é que, ao escolhermos os assuntos que trataremos em aula, nós
“especialistas” acabamos ignorando temas essenciais com a desculpa de que nada têm a ver com nossa área.
Para ilustrar o meu ponto de vista, vamos imaginar uma situação. Imaginemos que a coordenadora pedagógica da EJA, no Ensino Médio de uma escola, proponha que se aborde o tema da violência doméstica. Conversando com os alunos, ela descobriu que esse é um problema muito presente na comunidade onde está a escola.
Analisando dados nacionais, notou que a violência doméstica aparece em todas as classes
sociais e todas as regiões do país. A questão é complexa e tem várias facetas. Portanto, parece ser um tema muito interessante para ser discutido na escola de maneira interdisciplinar.
O professor de Língua Portuguesa se anima: “Esse é um ótimo tema para abordar. Como
há vários artigos de opinião sobre ele, poderei discutir com os alunos a estrutura do texto
argumentativo.”
A de História se junta a ele: “Existem muitos casos de violência doméstica no passado. Seria interessante analisarmos como isso vem mudando ao longo do tempo.”
A professora de Química, contudo, se manifesta: “Não posso ajudar nesse trabalho, pois minha área não tem nada a ver com violência doméstica!”
Já vivenciei situações muito semelhantes a essa na minha vida profissional. O exemplo traz alguém da área de Química, mas poderia ser de qualquer área. A questão que trago para nossa reflexão é: na EJA, os “especialistas” devem priorizar o trabalho em suas disciplinas específicas ou colaborar para a discussão de temas mais amplos e mais significativos?











EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

CONVITE ELETRÕNICO TO NO RUMOGUIA TÔ NO RUMO
A Ação Educativa lança o Guia Tô no Rumo: Jovens e Escolha Profissional. O material é resultado de um trabalho realizado desde 2007 com professores e estudantes do ensino médio, com o objetivo de ajudar as escolas a serem lugares onde jovens pensam projetos de futuro. A tiragem é de 1000 exemplares. A distribuição do guia será gratuita, preferencialmente para professores do ensino médio. Para conseguir, o educador deve entrar em contato pelo email tonorumo@acaoeducativa.org. Além disso, a instituição pretende fazer parcerias com secretarias de Educação de fora de São Paulo, para que esse material chegue nas redes de ensino. Os Guia Tô no Rumo e os materiais de apoio também estarão disponíveis para download pela internet. http://www.tonorumo.org.br/
O que os educadores irão encontrar no Guia Tô no Rumo?
O Guia foi pensado com a finalidade de oferecer informações práticas e subsídios para professores que estão interessados em levar para a sala de aula conteúdos, informações e espaços de reflexão sobre educação, trabalho e possibilidades de continuar estudando depois do término do ensino médio. Os temas que norteiam os materiais incluem escolha profissional, mundo do trabalho, mundo das profissões, caminhos de acesso ao ensino superior e ensino técnico, gênero e escolha profissional, cotas e racismo, a situação do jovem no mundo do trabalho A gente organizou o guia primeiramente com sugestões de atividades para começar processos de diálogo. Uma série de sugestões de dinâmicas para que os jovens possam refletir e, ao mesmo tempo, para que esses encontros sejam momentos agradáveis, em que os jovens possam falar, em que se saia dessa dinâmica de giz e apagador na qual só o professor fala. Além das atividades, há um conjunto de textos de apoio, que buscam oferecer subsídio tanto para o professor pensar sobre essas questões, como para reproduzir e levar para a sala de aula. O guia também traz sugestões de outros materiais que os professores podem encontrar na internet, em filmes, textos teóricos, letras de música, que podem ajudar a elaborar outras atividades. Para finalizar, algumas atividades demandam o uso de materiais específicos, então a gente também disponibilizou modelos de materiais que os professores podem reproduzir.
Como surgiu o Tô no Rumo?
A gente realiza na Ação Educativa desde 2007 um projeto chamado Jovens Agentes pelo Direito à Educação (JADE), que aposta na capacidade dos jovens de refletirem e proporem um ensino médio mais conectado às suas demandas. A nossa pergunta inicial era que ensino médio os jovens querem. Ao longo desse projeto foi se apresentando uma demanda muito específica dos jovens, que não diz respeito a todas as demandas, de que o ensino médio ajudasse a pensar sobre seus projetos de futuro. Os jovens queriam continuar estudando, mas essas possibilidades não estavam muito claras, e ao mesmo tempo a entrada no mercado de trabalho. A escola oferece poucas informações sobre o mundo do trabalho e as chances de continuar estudando. Esse diálogo com os jovens aconteceu através de pesquisa, consulta, rodas de conversa. Frente a esse diagnóstico, a gente mobilizou professores de escola pública e estudantes para construir uma proposta de atividades. O Tô no Rumo é resultado dessa construção coletiva. Em 2009, a gente realizou um primeiro piloto e desde então ela foi sendo aperfeiçoada e incrementada.
Como vem sendo a implementação do Tô no Rumo? Quais são as experiências e os resultados?
A gente tem trabalhado com escolas parceiras, que estão com a gente desde o início do projeto. A gente dialoga com professores e constrói um programa e um cronograma para realização dessas atividades. As oficinas vêm sendo realizadas principalmente com estudantes do 3º ano do ensino médio, mas também do 2º ano. Desde o ano passado, para além da assessoria, temos realizado processos de formação com professores da região metropolitana de São Paulo, em parceria com a Universidade Federal do ABC, também com professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do quarto termo do ensino fundamental. Além da formação, investimos na assessoria para que os professores realizem as atividades em suas escolas. Isso inclui oferecer os materiais usados nas oficinas, porque a gente reconhece que as escolas têm limites.
No ano passado, participaram das oficinas do Tô no Rumo 522 jovens estudantes. O retorno que a gente tem é que os estudantes gostam muito das atividades. Primeiro porque elas são muito diferentes daquilo que eles denominam como aula, porque os instigam a falar, a mover o corpo na sala de aula e abrem espaço para brincadeiras. A leitura que eles realizam tem uma finalidade, de encontrar informações que façam sentido para a vida deles. As atividades levam muitas informações que eles não possuem. A segunda coisa que os estudantes apontam é que é uma sequência de atividades que têm começo, meio e fim, têm planejamento. Por fim, as atividades respondem de fato a um anseio que eles têm.


EMEF ROSÁLIA CORREIA

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA EJA

     PENSANDO NA REALIDADE ATUAL EM QUE A EJA SE TORNA AOS POUCOS CADA VEZ MAIS INCLUSIVA, E  RECEBE CADA VEZ MAIS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, COMO SERIA
     A ESCOLA SEGUNDO FREIRE (1987) O DIREITO À EDUCAÇÃO NÃO SE REDUZ SOMENTE A ESTAR NA ESCOLA, MAS SIM EM APRENDER. E, APRENDER PARA TOMAR CONSCIÊNCIA DE SEU ESTADO DE OPRESSÃO, PARA QUE ASSIM POSSA SE LIBERTAR DAQUELES QUE O OPRIMEM.
     E PARA QUE OS JOVENS E ADULTOS POSSAM APRENDER ADEQUADAMENTE, É PRECISO CONSIDERAR O CONHECIMENTO QUE ESTES ESTUDANTES POSSUEM. EM GERAL, OS ESTUDANTES DA EJA POSSUEM UMA CONSIDERÁVEL EXPERIÊNCIA DE VIDA. E, JÁ APRENDERAM DIFERENTES COISAS EM DIFERENTES CONTEXTOS PELA NECESSIDADE QUE A VIDA LHES IMPÕE. ESTES ALUNOS TÊM CONHECIMENTO, AINDA QUE INADEQUADOS DO PONTO DE VISTA ESCOLAR, DAQUILO QUE SE DISCUTE EM SALA DE AULA.
    O INDIVÍDUO COM NECESSIDADE EDUCACIONAL ESPECIAL É CAPAZ DE APRENDER, NECESSITANDO DE ESTRATÉGIAS DIFERENCIADAS QUE FAVOREÇAM SUA APRENDIZAGEM CONFORME DESTACADO NOS TEXTOS DE VYGOTSKI (1983), O MODO QUE A ESCOLA, E A SOCIEDADE COMO UM TODO, POR VEZES TRATA ESTA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, PODE SER CONSIDERADA UMA FORMA DE OPRESSÃO.

A ESCOLA TENDO ESSA VISÃO ORGANIZA AÇÕES  HUMANIZADORA E PLANEJADA  BUSCANDO  A APRENDIZAGEM  DOS CONHECIMENTOS QUE CONTRIBUEM  PARA A INCLUSÃO DESTE ALUNO .










GENTE QUE EDUCA!!

Novo site permite troca de informações entre educadores

 | Dica de site
Site Gente que Educa permite troca de informações entre educadores
“A complexidade do trabalho escolar exige o desenvolvimento de equipes pedagógicas colaborativas. A competência coletiva é mais do que a somatória das competências individuais – é a necessidade de uma nova profissionalidade docente.” Essa frase do Antonio Nóvoa, catedrático da Universidade de Lisboa, aponta para um desafio e uma saída. O desafio, que você, educador, vivencia na pele diariamente, é que ser professor ou gestor é difícil, complexo, uma tarefa que exige formação consistente. A saída é que essa trajetória de formação, hoje em dia, não é mais um percurso solitário. Para dar conta da complexidade da tarefa de educar hoje em dia, é preciso trabalhar junto, colaborativamente.
Nós, da Fundação Victor Civita, que publica as revistas e sites de Nova Escola e Gestão Escolar, passamos boa parte deste ano preparando uma grande novidade que tem muito a ver com essa ideia. Chegou a hora de mostrá-la, com muita alegria, agora, na semana do professor: o site Gente que Educa. O endereço é bem simples (www.gentequeeduca.org.br). Para usar todos os recursos que ele oferece, você precisa apenas preencher um cadastro, criando login e senha. É gratuito, vale lembrar. Ele é colaborativo e funciona como uma rede social, mas é muito mais do que isso. No Gente que Educa, você vai encontrar:
  • Uma ampla comunidade de educadores de todo o Brasil para interação profissional
  • Página de notícias personalizada com as notícias mais importantes para você (igual a redes como Facebook, Twitter e LinkedIn).
  • Uma agenda colaborativa de eventos, em que você confere, compartilha e adiciona seminários, cursos e concursos que possam interessar educadores de todo o país. Aárea de planos de aula de NOVA ESCOLA, que desde agosto está aberta para você subir seus próprios planos ou adaptar os planos do nosso acervo. Ela é um sucesso: em apenas dois meses, já são seis mil professores cadastrados e mais de 300 planos criados ou adaptados.
  •  A Superbusca da Educação, que é um Google da Educação, em que você encontra apenas os recursos mais confiáveis para a sua aula, estudo ou pesquisa.
  •  Grupos de estudo e de discussão, liderados por especialistas e por Educadores Nota 10.O grande destaque do lançamento são os grupos de estudo e discussão. É algo inédito e muito bacana: é a chance de entrar em contato com referências em diversas disciplinas e áreas de atuação na Educação, trocar ideias e aprender muito. Os grupos de discussão são livres e podem ser criados por qualquer educador – inclusive você, sobre o tema que você escolher. Eles são liderados por especialistas, têm uma duração determinada e um programa mais fixo, que inclui bibliografia indicada, vídeos e recursos multimídia para a reflexão que o mediador propuser. Agora no lançamento, já temos grupos de estudo muito bacanas que queremos apresentar para você:
  • Mídias Digitais na Educação, liderado pelo Educador Nota 10 Jorge Cesar Barboza Coelho. O grupo busca discutir possibilidades emprego das tecnologias digitais na educação.
  • O ensino de geometria nos anos iniciais, proposto pela Educadora Nota 10Andréia Silva Brito. A Andréia já publicou até a ementa e o cronograma de estudos coletivos.
  • O lúdico como prática corporalcoordenado pelo selecionador do Prêmio Educador Nota 10 Marcos Santos Mourão, o Marcola, professor de Educação Física da Escola da Vila, em São Paulo. Marcola pretende discutir jogos na Educação e as intervenções indispensáveis do professor que quer utilizá-los com a turma.
  • Educação empreendedora, com o educador Fernando Dulinski. O desafio que o Fernando propõe é debater os conceitos e práticas dessa área inovadora e discutir como aplicá-la em um ambiente educacional tradicional.
E aí, curtiu? A gente te convida a embarcar conosco nesse novo ambiente e apontar suas dúvidas, críticas e sugestões. Vamos juntos. Somos Gente que Educa.
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SELFIES??? O QUE É?

Conheça os aplicativos em que a garotada anda compartilhando selfies e muito mais.

 | dicas
Aplicativos como o Snapchat são usados pelos jovens para compartilhar selfies e outros conteúdos  Crédito: Shutterstock
Aplicativos como o Snapchat são usados pelos jovens para compartilhar selfies e outros conteúdos
Os ambientes digitais são espaços de convivência para os jovens e, por isso, parte dos relacionamentos deles – por mais que a gente, adulto, ache que eles se expõem demais no mundo virtual. Dados de uma pesquisa realizada pela ong Safernet com crianças e adolescentes de 9 a 17 anos comprovam essa afirmação: o estudo mostrou que 59% divulga fotos nas redes sociais e 32% se sente mais livre quando anônimo na Internet. Os números explicam a popularidade de aplicativos de troca de informações, nem sempre usados pela garotada da maneira mais adequada. O primeiro passo para orientar os estudantes é manter-se bem informado e conhecer as ferramentas mais utilizadas. O que, afinal, eles estão usando para compartilhar informações?
Um dos apps mais polêmicos do momento é o Secret, que foi lançado em janeiro e, desde então, vem bombando nas redes sociais. Ele permite dividir frases e fotos sem se identificar. Graças ao anonimato, os usuários se sentem à vontade para partilhar confidências e imagens íntimas. É possível comentar os conteúdos de outros usuários, também anonimamente. Os itens mais curtidos ficam em evidência. Tudo pode ser publicado no Twitter, no Facebook e enviado por e-mail ou SMS – nesse caso, quem divulga é identificado. Como em outras redes sociais de compartilhamento de dados, dá para seguir postagens de todo o mundo. Em vez de mostrar quem escreveu o texto ou publicou a foto, aparece o país ou o estado dos Estados Unidos em que a pessoa está. Outra função permite criar comunidades, de uma escola ou de um grupo pequeno de amigos, por exemplo. Um verdadeiro perigo, se for usado de maneira irresponsável, já que pode aumentar as possiblidades de cyberbullying. Outros aplicativos, como Whisper e o PostSecret, têm funcionalidades semelhantes.
Outro programa queridinho dos jovens é o Snapchat. Pergunte para eles quais os mais usados por eles e certamente este aqui será lembrado nas respostas. Trata-se de um aplicativo que envia fotos que duram apenas alguns segundos. Por conta disso, ele é usado principalmente para publicar conteúdos íntimos. E aí é que está o problema. Embora as imagens desapareçam rapidamente, o que dá uma certa sensação de segurança, elas podem ser copiadas, com print screen, e, em seguida, compartilhadas por outras pessoas. Além disso, podem ser vazadas por hackers. Foi o que aconteceu em outubro deste ano, quando mais de 200 mil fotografias enviadas pelo app foram divulgadas. Em sua última atualização, ele ganhou novas funções, como a possibilidade de conversar com amigos por texto e vídeo em tempo real — como já ocorre em outros mensageiros instantâneos. Os jovens que usam o serviço foram à loucura com a novidade, aderindo maciçamente a elas. E os professores também. A norte-americana Tracie Schroeder desabafou em sua conta no Twitter: “Em 16 anos lecionando, eu não posso pensar em nada que tenha atrapalhado mais a sala de aula do que a atualização do Snapchat!”.
Mais conhecidos pelos adultos, o WhatsApp e o Instagram também permitem compartilhar dados e/ou imagens e podem gerar tantos problemas como os demais, pois os dados disponíveis nessas redes podem ser reproduzidos e utilizados em outros contextos.
Agora que você já conhece os aplicativos de maior sucesso entre os estudantes, iniciar uma conversa é o primeiro passo para ajudá-los a refletir sobre o que conteúdos, deles próprios ou de outros colegas, podem ser compartilhados. “É verdadeiro? É útil? É necessário? Pode fazer mal a alguém?” são perguntas que vem a calhar na hora de ensiná-los sobre o que divulgar no mundo virtual. Assim, eles pensam sobre os desdobramentos de suas ações e passam a usar os aplicativos de forma mais responsável.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

TRABALHO ESCRAVO

 

Cartilha “Trabalho Escravo Contemporâneo: Educar, para não escravizar”

Ano de publicação: 2013
Caderno Rio Maria 
 Para baixar clique aqui:
Quem ainda não sabe o que é trabalho escravo contemporâneo e como ele acontece terá um belo material de estudo nesta cartilha produzida pela Secretaria Municipal de Educação de Rio Maria (PA) e pela Comissão Pastoral da Terra de Xinguara (PA). O seu objetivo, além de valorizar os trabalhos produzidos nas escolas, é justamente servir de subsídio a outros grupos que queiram debater o problema e pensar em soluções.
O apelo encontrado em seus textos e desenhos é pela denúncia dessa forma de exploração. Seus autores e autoras perceberam que, ao tomar conhecimento do trabalho escravo, são também responsáveis pelo seu fim. Com essa cartilha, esperam que outras pessoas possam se somar à corrente contra a escravidão.

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - SUGESTÃO


 VAMOS FAZER UMA RELEITURA?

 
 PARA BAIXAR O LIVRO CLIQUE AQUI:  GÊMEOS DO TAMBOR
O povo massai é nômade e guerreiro por natureza. É formado de vários grupos que vivem espalhados na África Oriental, entre o Quênia e a Tanzânia.
O autor deste reconto é Rogério Andrade Barbosa, que foi consultor da Unesco na Guiné-Bissau e tem se dedicado a divulgar a cultura africana na sua diversidade e originalidade. Ele agora inicia um novo ciclo em seu trabalho, que inclui a pesquisa de contos africanos de países de colonização inglesa.
Esta é a primeira lenda que diz respeito à África Oriental a ser publicada no Brasil. Conta os infortúnios vividos por Kipetete, homem casado com Awoi e Marogo. Graças a vários conflitos, Kipete morre achando que perdera seus filhos, conhecidos como "os gêmeos do tambor". Mas, como em praticamente todas as culturas, o tempo é sábio e traz a verdade à tona.
No transcorrer do livro são apresentados diversos costumes e crenças do povo massai. Em termos de linguagem, a obra também é interessante. O livro mescla diálogos com discurso indireto, bem ao gosto das crianças.
Este volume vem acompanhado de um sério trabalho iconográfico realizado pela ilustradora Ciça Fittipaldi.
Boa indicação para sala de aula, a história pode ser lida oralmente ou recontada pelos alunos. A leitura dirige-se a alunos e professores do ensino fundamental.

Os Gêmeos do Tambor 

Rogério Andrade Barbosa

Editora DCL

47 págs.

Fonte: é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, analista e consultora na área de literatura infanto-juvenil, e autora do livro infantil "A Lenda do Amaru" (Paulinas).

GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA




GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA

Saiba o que mudou na ortografia brasileira:

Acordo Ortográfico
    O objetivo deste guia é expor a você professor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi
aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.
    Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países. Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro com o que oi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com
questões teóricas.
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V WX Y Z

As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades
de medida: km (quilômetro), kg (quilograma),W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kungfu, yin, yang, William, kaiser, Kafka,kafkiano.

Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.


Como era Como fica


agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo



Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica


alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia




Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus,
ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Como era Como fica


baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiúra




Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).

Como era Como fica


abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo

lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo




4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

Como era Como fica



Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Ele foi ao pólo Norte. Norte.
Ele gosta de jogar polo Ele gosta de jogar pólo..

Esse gato tem Esse gato tem pêlos brancos. pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.



Atenção:
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode.
Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.

Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

• Permanece o acento diferencial em pôr/por.
Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:


Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.


• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
 Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.

6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas
do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada
mais fortemente que as outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague,
enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua,
delinquas, delinquam.

Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do hífen
    Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.
   As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos:


anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano





Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal
com que se inicia o segundo elemento.

Exemplos:


aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco





Exceção: o prefi xo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar,coobrigação, coordenar, cooperar,cooperação, cooptar, coocupante etc.

3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento
começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:


anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno



Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei,
vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento
começa por r ou s. Nesse caso,duplicam-se essas letras. Exemplos:


antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente.
ultrassom






5. Quando o prefi xo termina por vogal,usa-se o hífen se o segundo elemento
começar pela mesma vogal.
Exemplos:


anti-ibérico
anti-imperialista
anti-infl acionário
anti-infl amatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno





6. Quando o prefixo termina por consoante,usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos:


hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico



Atenção:
• Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal,
superinteressante, superproteção.
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo
elemento começar por vogal. Exemplos:


hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo





8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos:


além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra




9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:


girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé




12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, conta-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex--alunos.

Resumo Emprego do hífen com prefixos

Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.

Outros casos

1. Prefi xo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante:
• Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
• Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se
inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.