A
Ação Educativa lança o Guia
Tô no Rumo: Jovens e Escolha Profissional. O material é resultado
de um trabalho realizado desde 2007 com professores e estudantes do ensino
médio, com o objetivo de ajudar as escolas a serem lugares onde jovens pensam
projetos de futuro. A tiragem é de 1000 exemplares. A distribuição do guia será
gratuita, preferencialmente para professores do ensino médio. Para conseguir, o
educador deve entrar em contato pelo email tonorumo@acaoeducativa.org. Além
disso, a instituição pretende fazer parcerias com secretarias de Educação de
fora de São Paulo, para que esse material chegue nas redes de ensino. Os Guia
Tô no Rumo e os materiais de apoio também estarão disponíveis para download
pela internet. http://www.tonorumo.org.br/
O
que os educadores irão encontrar no Guia Tô no Rumo?
O Guia foi pensado com a finalidade de
oferecer informações práticas e subsídios para professores que estão
interessados em levar para a sala de aula conteúdos, informações e espaços de
reflexão sobre educação, trabalho e possibilidades de continuar estudando
depois do término do ensino médio. Os temas que norteiam os materiais incluem
escolha profissional, mundo do trabalho, mundo das profissões, caminhos de
acesso ao ensino superior e ensino técnico, gênero e escolha profissional,
cotas e racismo, a situação do jovem no mundo do trabalho A gente organizou o
guia primeiramente com sugestões de atividades para começar processos de
diálogo. Uma série de sugestões de dinâmicas para que os jovens possam refletir
e, ao mesmo tempo, para que esses encontros sejam momentos agradáveis, em que
os jovens possam falar, em que se saia dessa dinâmica de giz e apagador na qual
só o professor fala. Além das atividades, há um conjunto de textos de apoio,
que buscam oferecer subsídio tanto para o professor pensar sobre essas
questões, como para reproduzir e levar para a sala de aula. O guia também traz
sugestões de outros materiais que os professores podem encontrar na internet,
em filmes, textos teóricos, letras de música, que podem ajudar a elaborar
outras atividades. Para finalizar, algumas atividades demandam o uso de
materiais específicos, então a gente também disponibilizou modelos de materiais
que os professores podem reproduzir.
Como
surgiu o Tô no Rumo?
A gente realiza na Ação Educativa
desde 2007 um projeto chamado Jovens Agentes pelo Direito à Educação (JADE),
que aposta na capacidade dos jovens de refletirem e proporem um ensino médio
mais conectado às suas demandas. A nossa pergunta inicial era que ensino médio
os jovens querem. Ao longo desse projeto foi se apresentando uma demanda muito
específica dos jovens, que não diz respeito a todas as demandas, de que o
ensino médio ajudasse a pensar sobre seus projetos de futuro. Os jovens queriam
continuar estudando, mas essas possibilidades não estavam muito claras, e ao
mesmo tempo a entrada no mercado de trabalho. A escola oferece poucas
informações sobre o mundo do trabalho e as chances de continuar estudando. Esse
diálogo com os jovens aconteceu através de pesquisa, consulta, rodas de
conversa. Frente a esse diagnóstico, a gente mobilizou professores de escola
pública e estudantes para construir uma proposta de atividades. O Tô no Rumo é
resultado dessa construção coletiva. Em 2009, a gente realizou um primeiro
piloto e desde então ela foi sendo aperfeiçoada e incrementada.
Como
vem sendo a implementação do Tô no Rumo? Quais são as experiências e os
resultados?
A gente tem trabalhado com escolas
parceiras, que estão com a gente desde o início do projeto. A gente dialoga com
professores e constrói um programa e um cronograma para realização dessas
atividades. As oficinas vêm sendo realizadas principalmente com estudantes do
3º ano do ensino médio, mas também do 2º ano. Desde o ano passado, para além da
assessoria, temos realizado processos de formação com professores da região
metropolitana de São Paulo, em parceria com a Universidade Federal do ABC,
também com professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do quarto termo do
ensino fundamental. Além da formação, investimos na assessoria para que os
professores realizem as atividades em suas escolas. Isso inclui oferecer os
materiais usados nas oficinas, porque a gente reconhece que as escolas têm
limites.
No ano passado, participaram das
oficinas do Tô no Rumo 522 jovens estudantes. O retorno que a gente tem é que
os estudantes gostam muito das atividades. Primeiro porque elas são muito
diferentes daquilo que eles denominam como aula, porque os instigam a falar, a
mover o corpo na sala de aula e abrem espaço para brincadeiras. A leitura que
eles realizam tem uma finalidade, de encontrar informações que façam sentido
para a vida deles. As atividades levam muitas informações que eles não possuem.
A segunda coisa que os estudantes apontam é que é uma sequência de atividades
que têm começo, meio e fim, têm planejamento. Por fim, as atividades respondem
de fato a um anseio que eles têm.
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