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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DIAGNÓSTICO


O diagnóstico na EJA
 

O diagnóstico para o conhecimento do nível de escrita de cada alfabetizando deve ser feito periodicamente, a cada dois meses por exemplo, dependendo do trabalho desenvolvido. O fundamental para se obter uma resposta correta sobre o nível de cada aluno é incentivá-lo a escrever uma série de palavras relativas a um mesmo tema, também algumas frases. O educador deve primeiro procurar deixar o aluno à vontade, sem a preocupação de “errar”, e pedir-lhe que escreva a seu modo. O número de sílabas das palavras solicitadas deve variar de 1 a 4. O aluno deverá ler em voz alta o que escreveu, acompanhando a leitura com o dedo ou o lápis.
É sabendo como o aluno escreve e como lê o que escreve que o educador poderá determinar o que este aluno já conhece sobre a escrita. Esse diagnóstico muitas vezes é feito na própria entrevista inicial com o aluno. Isso pode ser feito nos nossos bairros porque, em geral, conhecemos as pessoas que vão começar a freqüentar os grupos de alfabetização. Quando isso não é possível, fazemos os diagnóstico nos primeiros dias de aula, individualmente.
Muitas vezes, é difícil definir o nível de conhecimento, porque há alfabetizandos que escrevem palavras ortograficamente, não porque tenham entendido o processo, mas porque as conhecem de cor.
O que nos permite avaliar o nível de conhecimento da escrita do aluno é a possibilidade que ele tem de construir as palavras a partir de sua reflexão, de suas hipóteses.

NÍVEIS DE CONHECIMENTO



Os diferentes níveis do conhecimento da escrita:


O conhecimento do sistema escrito alfabético, tanto pela criança, como pelo analfabeto adulto, passa por diferentes níveis. O sujeito procura ativamente compreender a natureza da língua escrita à sua volta, formula hipóteses próprias. Suas hipóteses se contradizem e, superando estes conflitos, o conhecimento avança. Suas tentativas de escritas mostram seus “erros construtivos”, essenciais à aprendizagem.
Os alfabetizandos poderão se encontrar em vários níveis, como veremos a seguir:

Nível Pré-silábico:

                        O nível pré-silábico é o mais elementar, segundo a pesquisadora Emília Ferreiro. Neste nível o alfabetizando ainda não descobriu o que a escrita representa, não descobriu ainda que a escrita representa a fala. No realismo nominal, ele relaciona a palavra ao tamanho do objeto, representando. A escrita é arbitrária, mistura as letras. Normalmente, neste nível, o alfabetizando escreve um amontoado de letras juntas, e a correspondência gráfica não coincide com nenhum valor sonoro.


Nível silábico:

O alfabetizando se encontra neste nível quando percebe (ou descobre), pensando, refletindo, o que a escrita representa. Ele percebe que as variações de sinais na escrita correspondem às variações sonoras da fala, o aluno se preocupa com o número de letras das palavras e segue à risca a hipótese que concebeu de que cada sinal gráfico (letra) corresponde a uma sílaba.
Nesse nível, o aluno percebe a palavra como um todo, constituído de partes que, para ele, correspondem a letras que representam cada sílaba.

 

Nível Silábico-Alfabético:

                        Neste nível, o alfabetizando dá ao observador a impressão de que está “comendo letras” em suas palavras, mas na realidade ele as está acrescentando. Quando descobre que cada sinal gráfico deve representar, não a sílaba, mas o fonema (que é a menor unidade sonora da palavra), vai tentar outras hipóteses: acrescentar letras no início, no meio ou no fim da palavra. Quando a compara com a escrita do jornal, do alfabetizador ou dos textos e cartazes da parede, verifica que faltaram letras e que devem aperfeiçoar sua escrita a partir das semelhanças e diferenças. Isso obriga a buscar sempre novos recursos. Constrói, assim, seu conhecimento, portanto o sujeito do processo de sua aprendizagem.



Nível Alfabético:


                        Neste nível, o sujeito atingiu a compreensão do sistema de escrita alfabética. O alfabetizando já escreve como fala; falta-lhe apenas descobrir que nem sempre se escreve como se fala. Sua mensagem já é entendida por todos. Novos conflitos surgem exigindo novas reelaborações:
·         descoberta de que a sílaba pode ter uma ou mais letras;
·         descoberta de que não há uma regularidade absoluta na correspondência som-grafia;
·         descoberta da separação convencional entre as palavras da oração;
O aluno alfabético escreve foneticamente e não ortograficamente.



Por que definir o nível de escrita de cada alfabetizando:

Poder definir o nível de conhecimento da língua escrita de cada um de nossos alunos trouxe muito incentivo ao trabalho de alfabetização. Fez-nos ver que nossos alunos já chegam ao curso de alfabetização sabendo  sua língua   materna  e  conhecendo  mais   ou menos a língua escrita. Isto porque, vivendo numa sociedade letrada, cotidianamente são obrigados a resolver situações que requerem a leitura. O mesmo não se pode dizer de uma pessoa que viva na zona rural, onde o contato com a escrita é menor.
O trabalho se orienta em três direções: no desenvolvimento da linguagem oral, da escrita e da leitura, partindo sempre da realidade dos alunos, seus sonhos, seus projetos, suas alegrias e tristezas. Buscando as causas de cada dificuldade e também o que fazer para trabalhar na sua solução.
O aluno dever ser motivado a ler tudo o que possa ser vivenciado como função social da escrita: livros, jornais, cartas, bilhetes, contas de água, luz, etc..
Aprender a escrever escrevendo, aprender a ler lendo. Aprender a ler a realidade, a interpretar o mundo à sua volta, compartilhando, com todos, os conhecimentos e sentimentos.
Tendo em vista o modo complexo de representação do sistema escrito alfabético-ortográfico, algumas implicações metodológicas se evidenciam:

·         As regras básicas do sistema escrito convencional devem ser assimiladas pelos educandos. Não escamotear as dificuldades, elas existem. Evitar os falsos artifícios (tipo “o v é o chifre da vaca”, “o ponto de interrogação é uma bengalinha”) que não têm a ver com as características propriamente lingüísticas;
·         Oferecer atividades planejadas para que o alfabetizando descubra e compreenda as regras do sistema escrito: observando, comparando ativamente, analisando as diferenças e semelhanças no som e grafia das palavras;
·         Não é necessário repetir todos os possíveis padrões silábicos, esgotar cada grupo de famílias silábicas para iniciar uma seguinte. O educando transfere ativamente o aprendizado de uma situação para outras semelhantes;
·         É preciso rever a tradicional seqüência na alfabetização. Começar do mais fácil? O que é mais fácil ou mais difícil em se mostrado muito relativo entre os diferentes alfabetizandos. Os fundamentos científicos dos estudos psicogenéticos de Emília Ferreiro nos mostram que o mais razoável é diagnosticar o conhecimento atual do sujeito, o nível de sua concepção sobre o sistema escrito e, visualizando a etapa seguinte que lhe falta compreender, organizar desafios que lhe permitam avançar. Paulo Freire há longos anos vem insistindo no fato de se partir do conhecimento do mundo, não permanecer nele, mas superá-lo através do diálogo educativo;
·         Convivendo com uma multiplicidade de materiais escritos fora da escola, como também na sala de aula, e tendo a oportunidade de pensar, perguntar, quando surgem as dúvidas, nos momentos de leitura silenciosa e de escrita espontânea, os alfabetizandos vão descobrindo palavras novas, independentemente da seqüência planejada pelo professor. Os educandos vão compondo sua leitura e escrita por tentativas, hipóteses, generalizações, “erros construtivos”. É fundamental favorecer e valorizar este estabelecimento. O aluno não aprende só o que o professor ensina.

Diante dessas implicações metodológicas, o educador supõe uma concepção construtivista de aprendizagem: sujeito é ativo, faz elaborações inteligentes. Nega aquela concepção behaviorista de aprendizagem como um acúmulo linear de informações, recepção e armazenamento de informações de fora. A concepção bancária de Educação, contra a qual nos alerta Paulo Freire, entende a mente do educando como um receptáculo, depósito de informações prontas. Aqui o educador não comunica, faz comunicados. A aprendizagem não é linear é descontínua, supõe avanços, momentos de estagnação devido aos conflitos e mesmo momentos de aparente retrocesso.
Outro detalhe metodológico importante: é mais coerente com o uso funcional-social da linguagem, alternar a apresentação das palavras conforme a variação da posição das vogais (V) e consoantes (C), (CV-CVV-VC-CCV-CVC). Estas palavras serão sempre selecionadas do contexto significativo vivenciado pelos educandos.
Sabemos que no nível silábico de conhecimento sobre o sistema escrito, o sujeito escreve um sinal gráfico para cada sílaba falada. (Exemplo: C V O = “cavalo”). O sujeito precisa descobrir que a sílaba pode ter uma ou mais letras (elefante, transporte) para avançar para a compreensão alfabética da escrita. Desde o início da alfabetização é necessário, então, ter contato com esses variados modelos de constituição de sílabas. Destacar apenas sílabas do tipo CV (macaco) durante os primeiros meses da alfabetização pode gerar uma indevida generalização de que a sílaba é sempre de duas letras (tipo CV).

OS NÍVEIS DA ESCRITA



Os diferentes níveis do conhecimento da escrita:


O conhecimento do sistema escrito alfabético, tanto pela criança, como pelo analfabeto adulto, passa por diferentes níveis. O sujeito procura ativamente compreender a natureza da língua escrita à sua volta, formula hipóteses próprias. Suas hipóteses se contradizem e, superando estes conflitos, o conhecimento avança. Suas tentativas de escritas mostram seus “erros construtivos”, essenciais à aprendizagem.
Os alfabetizandos poderão se encontrar em vários níveis, como veremos a seguir:

Nível Pré-silábico:

                        O nível pré-silábico é o mais elementar, segundo a pesquisadora Emília Ferreiro. Neste nível o alfabetizando ainda não descobriu o que a escrita representa, não descobriu ainda que a escrita representa a fala. No realismo nominal, ele relaciona a palavra ao tamanho do objeto, representando. A escrita é arbitrária, mistura as letras. Normalmente, neste nível, o alfabetizando escreve um amontoado de letras juntas, e a correspondência gráfica não coincide com nenhum valor sonoro.


Nível silábico:

O alfabetizando se encontra neste nível quando percebe (ou descobre), pensando, refletindo, o que a escrita representa. Ele percebe que as variações de sinais na escrita correspondem às variações sonoras da fala, o aluno se preocupa com o número de letras das palavras e segue à risca a hipótese que concebeu de que cada sinal gráfico (letra) corresponde a uma sílaba.
Nesse nível, o aluno percebe a palavra como um todo, constituído de partes que, para ele, correspondem a letras que representam cada sílaba.

 

Nível Silábico-Alfabético:

                        Neste nível, o alfabetizando dá ao observador a impressão de que está “comendo letras” em suas palavras, mas na realidade ele as está acrescentando. Quando descobre que cada sinal gráfico deve representar, não a sílaba, mas o fonema (que é a menor unidade sonora da palavra), vai tentar outras hipóteses: acrescentar letras no início, no meio ou no fim da palavra. Quando a compara com a escrita do jornal, do alfabetizador ou dos textos e cartazes da parede, verifica que faltaram letras e que devem aperfeiçoar sua escrita a partir das semelhanças e diferenças. Isso obriga a buscar sempre novos recursos. Constrói, assim, seu conhecimento, portanto o sujeito do processo de sua aprendizagem.



Nível Alfabético:


                        Neste nível, o sujeito atingiu a compreensão do sistema de escrita alfabética. O alfabetizando já escreve como fala; falta-lhe apenas descobrir que nem sempre se escreve como se fala. Sua mensagem já é entendida por todos. Novos conflitos surgem exigindo novas reelaborações:
·         descoberta de que a sílaba pode ter uma ou mais letras;
·         descoberta de que não há uma regularidade absoluta na correspondência som-grafia;
·         descoberta da separação convencional entre as palavras da oração;
O aluno alfabético escreve foneticamente e não ortograficamente.



Por que definir o nível de escrita de cada alfabetizando:

Poder definir o nível de conhecimento da língua escrita de cada um de nossos alunos trouxe muito incentivo ao trabalho de alfabetização. Fez-nos ver que nossos alunos já chegam ao curso de alfabetização sabendo  sua língua   materna  e  conhecendo  mais   ou menos a língua escrita. Isto porque, vivendo numa sociedade letrada, cotidianamente são obrigados a resolver situações que requerem a leitura. O mesmo não se pode dizer de uma pessoa que viva na zona rural, onde o contato com a escrita é menor.
O trabalho se orienta em três direções: no desenvolvimento da linguagem oral, da escrita e da leitura, partindo sempre da realidade dos alunos, seus sonhos, seus projetos, suas alegrias e tristezas. Buscando as causas de cada dificuldade e também o que fazer para trabalhar na sua solução.
O aluno dever ser motivado a ler tudo o que possa ser vivenciado como função social da escrita: livros, jornais, cartas, bilhetes, contas de água, luz, etc..
Aprender a escrever escrevendo, aprender a ler lendo. Aprender a ler a realidade, a interpretar o mundo à sua volta, compartilhando, com todos, os conhecimentos e sentimentos.
Tendo em vista o modo complexo de representação do sistema escrito alfabético-ortográfico, algumas implicações metodológicas se evidenciam:

·         As regras básicas do sistema escrito convencional devem ser assimiladas pelos educandos. Não escamotear as dificuldades, elas existem. Evitar os falsos artifícios (tipo “o v é o chifre da vaca”, “o ponto de interrogação é uma bengalinha”) que não têm a ver com as características propriamente lingüísticas;
·         Oferecer atividades planejadas para que o alfabetizando descubra e compreenda as regras do sistema escrito: observando, comparando ativamente, analisando as diferenças e semelhanças no som e grafia das palavras;
·         Não é necessário repetir todos os possíveis padrões silábicos, esgotar cada grupo de famílias silábicas para iniciar uma seguinte. O educando transfere ativamente o aprendizado de uma situação para outras semelhantes;
·         É preciso rever a tradicional seqüência na alfabetização. Começar do mais fácil? O que é mais fácil ou mais difícil em se mostrado muito relativo entre os diferentes alfabetizandos. Os fundamentos científicos dos estudos psicogenéticos de Emília Ferreiro nos mostram que o mais razoável é diagnosticar o conhecimento atual do sujeito, o nível de sua concepção sobre o sistema escrito e, visualizando a etapa seguinte que lhe falta compreender, organizar desafios que lhe permitam avançar. Paulo Freire há longos anos vem insistindo no fato de se partir do conhecimento do mundo, não permanecer nele, mas superá-lo através do diálogo educativo;
·         Convivendo com uma multiplicidade de materiais escritos fora da escola, como também na sala de aula, e tendo a oportunidade de pensar, perguntar, quando surgem as dúvidas, nos momentos de leitura silenciosa e de escrita espontânea, os alfabetizandos vão descobrindo palavras novas, independentemente da seqüência planejada pelo professor. Os educandos vão compondo sua leitura e escrita por tentativas, hipóteses, generalizações, “erros construtivos”. É fundamental favorecer e valorizar este estabelecimento. O aluno não aprende só o que o professor ensina.

Diante dessas implicações metodológicas, o educador supõe uma concepção construtivista de aprendizagem: sujeito é ativo, faz elaborações inteligentes. Nega aquela concepção behaviorista de aprendizagem como um acúmulo linear de informações, recepção e armazenamento de informações de fora. A concepção bancária de Educação, contra a qual nos alerta Paulo Freire, entende a mente do educando como um receptáculo, depósito de informações prontas. Aqui o educador não comunica, faz comunicados. A aprendizagem não é linear é descontínua, supõe avanços, momentos de estagnação devido aos conflitos e mesmo momentos de aparente retrocesso.
Outro detalhe metodológico importante: é mais coerente com o uso funcional-social da linguagem, alternar a apresentação das palavras conforme a variação da posição das vogais (V) e consoantes (C), (CV-CVV-VC-CCV-CVC). Estas palavras serão sempre selecionadas do contexto significativo vivenciado pelos educandos.
Sabemos que no nível silábico de conhecimento sobre o sistema escrito, o sujeito escreve um sinal gráfico para cada sílaba falada. (Exemplo: C V O = “cavalo”). O sujeito precisa descobrir que a sílaba pode ter uma ou mais letras (elefante, transporte) para avançar para a compreensão alfabética da escrita. Desde o início da alfabetização é necessário, então, ter contato com esses variados modelos de constituição de sílabas. Destacar apenas sílabas do tipo CV (macaco) durante os primeiros meses da alfabetização pode gerar uma indevida generalização de que a sílaba é sempre de duas letras (tipo CV).

ALFABETIZAÇÃO NA EJA


Competências para Alfabetização de Jovens e Adultos:

·         Domínio dos instrumentos básicos da cultura letrada, que lhes permitam melhor compreender e atuar no mundo em que vivem;
·         Aperfeiçoamento da comunicação e no aprendizado da leitura e da escrita, escrevendo textos para expressar conhecimentos, opiniões, necessidades, desejos e a imaginação;
·         Valorização enquanto sujeito pensante que e aproprie do processo construtivo e discursivo da leitura e da escrita;
·         Apropriação da capacidade de teorizar e produzir conhecimento, reinventando e modificando o já instituído;
·         Desenvolvimento da auto-estima, fortalecendo a confiança e a capacidade de aprender, valorizando a educação como meio de desenvolvimento pessoal;
·         Interesse pela leitura e escrita como fontes de informação, aprendizagem, lazer e arte;
·         Aperfeiçoamento da comunicação e do aprendizado da leitura e da escrita;
·         Compreensão e interpretação de diferentes textos: informativos, narrativos, poéticos, jornalísticos;
·         Reconhecimento de números e numerais a partir da situação cotidiana e como representação da idéia de quantidade;
·         Utilização das operações fundamentais da adição e subtração, com logaritmos convencionais em diferentes situações.

Habilidades para Alfabetização:

·         Desenvolver a capacidade do alfabetizando de ler e escrever compreensivelmente o mundo, a partir da construção do seu conhecimento;
·         Adquirir o conhecimento da língua refletindo sobre a sua própria escrita, formulando hipóteses e confrontando essas com a escrita convencional;
·         Identificar os diversos tipos da escritas presentes no cotidiano – descrição, narração e dissertação, incluindo também os textos normativos;
·         Comparar as diversas leituras denotativas e conotativas, partindo de um único texto;
·         Desenvolver a linguagem oral, a escrita, a leitura, o cálculo, partindo do contexto social;
·         Aprender e adequar seu discurso a diferentes situações formais e informais;
·         Reconhecer números  no contexto diário;
·         Perceber que os números são instrumentos para a resolução de problemas decorrentes das situações do cotidiano.

COMO DEVE SER...


O Educador de Jovens e Adultos:

Algumas das qualidades essenciais do educador de jovens e adultos são a capacidade de solidarizar-se com os educandos, a disposição de enfrentar dificuldades como desafios estimulantes, a confiança na capacidade de todos de aprender e ensinar.
É fundamental que o educador procure conhecer os educandos, suas expectativas, sua cultura, as características e problemas de seu entorno próximo, suas capacidades de aprendizagem.
Para responder a essas necessidades, o educador terá de buscar conhecer cada vez melhor  os conteúdos a serem ensinados, atualizando-se constantemente. Como todo educador, deverá também refletir sua prática, buscando os meios de aperfeiçoá-la.
Com clareza e segurança quantos aos objetivos e conteúdos educativos que integram um projeto pedagógico, o professor deve estar em condições de definir melhores estratégias para prestar uma ajuda eficaz aos alunos em seu processo de aprendizagem. O educador tem de ter uma especial sensibilidade para trabalhar a diversidade.
É especialmente importante favorecer a autonomia dos educandos, estimulá-los a avaliar constantemente seus progressos e suas carências, ajudá-los a tomar consciência de como a aprendizagem se realiza. Compreendendo seu próprio processo de aprendizagem, os jovens e adultos estão mais aptos a ajudar outras pessoas a aprender, e isso é essencial para pessoas que já desempenham o papel de educadores na família, no trabalho e na comunidade.
Também é uma responsabilidade importante dos educadores favorecer o acesso a materiais educativos como livros, jornais, revistas, cartazes, textos, apostilas, vídeos, etc.
Deve-se considerar o fato de que se trabalha com grupos sociais desfavorecidos economicamente, que têm pouco acesso a essas fontes de informação fora da escola.
Finalmente, os educadores devem atentar para o fato de que o processo educativo não se encerra no espaço e no período da aula propriamente dita. O convívio numa escola ou noutro tipo de centro educativo, para além das assistências às aulas, pode ser importante fonte de desenvolvimento social e cultural. Por esse motivo, é importante também considerar a dimensão do centro educativo como espaço de convívio, lazer e cultura, promovendo festas, exposições, debates ou torneios esportivos, motivando os educandos e a comunidade a freqüentá-lo, aproveitando essa experiência em todas as suas possibilidades.

Concepções embasadoras:

                     A EJA fundamentam-se nas concepções do educador Paulo Freire, nas teorias socioconstrutivista e na teoria de competências e habilidades que embasam hoje grande parte das práticas pedagógicas.
            As propostas de Paulo Freire se focalizam nas relações entre aluno e professor, e entre aluno e conhecimento, salientando a importância do respeito da experiência e da identidade cultural dos alunos e aos “saberes construídos pelos seus fazeres”. Freire destaca o aluno como sujeito do processo educativo, e não como objeto e por isso mesmo tem a capacidade de organizar sua própria aprendizagem em situações didáticas planejadas pelo professor, num processo interativo, partindo da realidade desse aluno. Sendo assim, Paulo Freire critica a chamada educação bancária, que considerava o analfabeto paria e ignorante, uma espécie de gaveta vazia onde o educador deveria depositar conhecimento. Tomando o educando como sujeito de sua aprendizagem, Freire propunha uma ação educativa que não negasse sua cultura mas que a fosse transformando através do diálogo.
            Na proposta Freiriana, o processo educativo não se caracteriza pelo recebimento, por parte dos alunos de conhecimentos prontos e acabados, mas pela reflexão sobre os conhecimentos que circulam e que estão em constates transformação; professores e alunos são produtores de cultura; todos aprendem e todos ensinam, são sujeitos da educação e estão permanentemente em processo de aprendizagem.
Um aspecto de grande destaque na obra de Paulo Freire é a afirmação da educação com caráter emancipatório, libertador, problematizador da realidade, no sentido aposto ao de uma educação para a submissão. Ele chama a atenção para o fato de que a educação sistemática, numa sociedade repressiva, age como instrumento de controle social e de preservação dessa sociedade. Para Freire, quando o professor não tem clareza sobre a quem está servindo ou opta pela neutralidade, está mesmo que inconscientemente optando por um dos lados, neste caso, pela conservação. Ao optar por uma educação transformadora, ela deve ser essencialmente problematizadora, pressupondo criatividade e reflexão sobre a realidade, de modo assumir o compromisso com sua mudança.

A teoria socioconstrutivista:


A teoria socioconstrutivista considera que o conhecimento é construído pelo indivíduo, num processo contínuo e dinâmico do saber, ao longo de sua história de vida, na interação com o meio em que vive e com as pessoas com as quais convive: na família, no bairro, na comunidade, na escola, na igreja, nos clubes, etc.
Para Vygotsky, a idéia de aprendizado inclui a interdependência dos indivíduos envolvidos no processo isto é, a relação entre aquele que aprende e aquele que ensina. Em outras palavras, o aprendizado ocorre na interação social. Ele dá relevante importância ao papel do outro no desenvolvimento dos indivíduos, pois considera que um indivíduo só se desenvolve em relação ao ambiente cultural em que vive com o suporte de seu grupo de iguais.
Vygotsky aponta para o conceito de “Zona de Desenvolvimento Proximal” como básico para atender as relações entre desenvolvimento e aprendizado, colocando o que é no âmbito dessa zona proximal que pode ocorrer a aprendizagem, referindo-se, principalmente, à construção de um conhecimento que se dá quando um professor desafia o aprendizando com questionamentos ou pequenos problemas, levando-o a um desempenho melhor. Nesse sentido, afirma que o conhecimento é construído pelo sujeito (aprendiz) em interação com o meio social em que vive, desenvolvendo ao mesmo tempo, sua inteligência. É através da própria história de vida, do seu cotidiano, resolvendo questões, descobrindo, tentando, fazendo interferências, pensando e representando que o  sujeito epistemológico (o sujeito que aprende) chega ao conhecimento, aprendendo-o.
Nessa visão Vygostkyana, cabe ao educador o papel de interventor, desafiador, mediador e provocador de situações que levem os alunos a prenderem a aprender. O trabalho didático deve, portanto, propiciar a construção do conhecimento pelo aluno. Aprender é de certa forma, descobrir com seus próprios instrumentos de pensamentos conhecimentos institucionalizados socialmente.
Vygotsky, chama à atenção, para o fato de que para compreendermos adequadamente o desenvolvimento do indivíduo, devemos considerar também seu nível de desenvolvimento “Real” e “Potencial”.
Caracteriza como Zona de Desenvolvimento Real a capacidade que o indivíduo já adquiriu de realizar tarefas interdependentemente. Esse nível caracteriza o desenvolvimento decorrente de etapas já alcançadas, já conquistadas pelo indivíduo. Na escola, isso é evidenciado nas tarefas e atividades que o aluno realiza sozinho, corretamente e sem dificuldades.
É preciso considerar também a Zona de Desenvolvimento Potencial, que é caracterizada por Vygotsky como sendo a capacidade que o indivíduo tem para desempenhar tarefas ou atividade com a ajuda dos adultos ou colegas mais capazes. Esse nível de capacidade é constituído por aspectos do desenvolvimento que, num determinado momento, estão em processo de realização. É manifestado na escola quando o aluno não consegue fazer sozinho as atividades propostas, podendo executá-las com a intervenção do professor ou de um colega.
Existem tarefas que o aluno não consegue realizar sem que alguém lhe dê instruções,forneça pistas ou dê assistência durante a realização das mesmas. Com essa intervenção o aluno alcança resultados mais avançados dom que aquele que conseguiria se realizasse a atividade sozinho. Essa intervenção é fundamental, na teoria de Vygotsky, para o aluno aprender.
Assim, a idéia de desenvolvimento potencial representa um momento no qual não só as etapas já alcançadas se manifestam, mas também, nas etapas posteriores, sendo que a interferência de outras pessoas irá afetar, significativamente, os resultados da ação do sujeito.
A partir das Zonas de Desenvolvimento Real e Potencial Vygotsky define a Zona de Desenvolvimento Proximal como a “distância” ou o caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que, com a ajuda do outro, tornar-se-ão funções consolidadas e estabelecidas no nível de desenvolvimento real. Essas funções, em processo de maturação, são chamadas por Vygotysky de “brotos” ou “flores” do desenvolvimento, em vez de “frutos”.
Numa sociedade em  que o conhecimento transformou no potencial fator de produção é natural que muitos conceitos transmitem no universo do setor educacional. Um desses novos conceitos é o da competência que surgiu no discurso dos administradores da chamada “economia de conhecimento”, como a de uma capacidade de transformar uma tecnologia conhecida em um produto suficiente atraente para atrair consumidores. Trata-se de uma noção extremamente pragmática,que pode ser caracterizada, grosseiramente, como a colocação de conhecimento a serviço de empresas ou de empreendedores, visando lucro.
Buscando desenvolver as potencialidades humanas, a construção da identidade pessoal e da cidadania é necessário que procuremos instrumentos de realização dessa busca. A consolidação dessas idéias expressas nas competências se realizam por uma prática de operações mentais que, por sua repetição intencional e sistemática e por sua abrangência e natureza instrumental podem denominadas  habilidades que se constrói as competências.
Segundo Marise Ramos (2001) a competência associa-se à conjugação dos diversos saberes mobilizados pelo indivíduo (saber, saber fazer e saber –ser) na realização de uma atividade. Ela faz apelo não somente aos conhecimentos formais, mas a toda gama de aprendizagens interiorizadas nas experiências vividas, que constituíram sua própria subjetividade.
A competência abriga três dimensões: saberes, atitudes e valores. Abrange o domínio do Saber Formalizado, o domínio do cognitivo, que se realiza pelas operações sobre conhecimentos produzidos pela sociedade que fundamentam a ação das pessoas, como indivíduos e como profissional.
Abrange também o saber fazer, pois a  competência se consolida numa ação, ou no conjunto de ações organicamente articuladas.
Além de abranger o conhecimento formal que se exerce na prática de competência implica num saber ser, pois o conhecimento posto em prática, acontece na sociedade e a ação das pessoas é regulada socialmente. A competência implica, portanto em operacionalizar conhecimentos, atitudes e valores. É uma ação cognitiva, afetiva, social que se torna visível em práticas e ações que se exercem sobre o conhecimento, sobre o outro e sobre a realidade.
As habilidades ou os Saber Fazer, são componentes da competência explicitáveis na ação. Ela é um híbrido de recursos e resultados. Quando às capacidades são colocadas a serviço da ação, competências são desenvolvidas e se tornam aprendizados pelos sujeitos. Neste contexto escolar, em compromisso pela a construção de uma sociedade livre, participativa, democrática, justa, solidária e fraterna, evidencia-se a questão das competências e habilidades, na busca de um caminho de superação e transformação das práticas pedagógicas nas escolas. (Carlos Henrique Carrilho Cruz. Competências e Habilidades: da Proposta à Prática).
            Sendo assim, a organização de atividades de ensino e aprendizagem, a cooperação entre professores e alunos, e destes entre si, os questionamentos e as controvérsias conceituais influenciam o processo de construção de significado e o sentido que os alunos atribuem aos conteúdos escolares. O diálogo, neste contexto, não pode ser reduzido a simples trocas de idéias, nem tampouco a transferência de conhecimentos, mas deve remeter a reflexão e à ação que possibilitam a construção de novos conhecimentos.
 
Diferentes dimensões dos conteúdos:
           
            Ao escolher os conteúdos a serem trabalhados, é preciso considerá-los numa perspectiva mais ampla, que leve em conta o papel não somente daqueles de natureza conceitual – que têm sido tradicionalmente predominantes -, mas também dos que são de natureza procedimental e atitudinal.
            Os conteúdos de natureza conceituais , que envolvem a abordagem de conceitos, fatos e princípios, referem-se à construção ativa das capacidades intelectuais para operar com símbolos, signos, idéias e imagens capazes de representar a realidade.
            A aprendizagem de conceitos ocorre por aproximações sucessivas. Para aprender digestão, subtração ou qualquer outro objeto de conhecimento, o aluno precisa adquirir informações, vivenciar situações em que esses conceitos estejam em jogo, a fim de poder construir generalizações parciais que, ao longo de sua experiência, permitirão que atinja conceitualizações cada vez mais abrangentes; estas o levarão à compreensão de princípios, ou seja, conceitos de maior nível de abstração, como no princípio da igualdade na Matemática, o princípio da conservação nas Ciências etc.
            A aprendizagem de conceitos muitas vezes pressupõe o trabalho com fatos (nomes, imagens, representações), o que pode ocorrer, num primeiro momento, de maneira eminentemente mnemônica. A memorização como recurso para tornar o aluno capaz de representar informações de maneira genérica (memória significativa), a fim de poder relacioná-las com outros conteúdos, é um aspecto inerente à aprendizagem, desde que não seja vista como mecânica e sem significado.
            Dependendo da diversidade presente nas atividades realizadas, os alunos buscam informações e fatos, notam regularidades, realizam produtos e generalizações que, mesmo sendo sínteses ou análises parciais, permitem verificar se o conceito está sendo aprendido. Assim, por exemplo, para compreender o que vem a ser um texto jornalístico, é necessário que o aluno tenha contato com esse texto, use-o para obter informações, conheça seu vocabulário, estrutura e função social.
            Os conteúdos de natureza procedimental expressam em saber fazer, que envolve tomar decisões e realizar e realizar uma série de ações, de forma ordenada e não-aleatória, para atingir uma meta. Os conteúdos procedimentais sempre estão presentes nos projetos de ensino, pois realizar uma pesquisa, desenvolver um experimento, fazer um resumo, construir uma maquete são proposições de ações presentes nas salas de aula.
            No entanto, conteúdos procedimentais são abordados muitas vezes de maneira equivocada, e não são tratados como objeto de ensino, que necessitam de intervenção direta do professor para serem de fato aprendidos. O aprendizado de procedimentos, é por vezes, considerado como algo espontâneo, dependente das habilidades individuais; outras vezes, são ensinados procedimentos supondo-se que são conceitos. A realização de um procedimento adequado passa, então, a ser interpretada como aprendizado do conceito. Um exemplo dessa abordagem ocorre no ensino das operações: o fato de um aluno saber resolver contas de adição não corresponde necessariamente à compreensão do conceito de adição.
            Faz-se necessário analisar os conteúdos referentes a procedimentos não do ponto de vista de uma aprendizagem mecânica, mas a partir do propósito fundamental da educação – levar os alunos  a construir instrumentos para analisar e criticar, por si mesmos, os resultados que obtêm e os processos que põem em ação para atingir as metas que se propõem.
            Para realizar uma pesquisa bibliográfica, por exemplo, o aluno talvez imagine que bata copiar um trecho da enciclopédia. Para que seja capaz de realizar a tarefa proposta, é preciso ensinar-lhe os procedimentos apropriados: pesquisar em mais de uma fonte, registrar o que for relevante, relacionar as informações obtidas a fim de produzir um texto de pesquisa. Dependendo do tipo de pesquisa, é possível orientá-lo  para fazer entrevistas e organizar os dados, procurar referências em diferentes jornais, em filmes, e comparar as informações obtidas para apresentá-las num trabalho coletivo e produzir um texto.
            No processo de ensino, é essencial levar em conta os conteúdos procedimentais, permitindo assim a inclusão de conhecimentos que têm sido tradicionalmente excluídos – como documentação, organização, comparação dos dados, argumentação, verificação, revisão de textos, entre outros. Esses conteúdos orientam também em relação a modos de agir, de pensar e de produzir conhecimento.
            Por exemplo: ao encarar o meio ambiente  como foco de preocupação, fica clara a necessidade de os alunos aprenderem, além das informações novas, a adotar práticas que concorram para a preservação ambiental, como organização e a participação em campanhas contra o desperdício.
            Em Matemática, uma das questões centrais do trabalho refere-se ao procedimento de validação. Trata-se de o aluno saber, por seus próprios meios, se o resultado que obteve ´razoável ou absurdo, se o que utilizou é correto ou não, se o argumento de seu colega  é consistente ou contraditório.
            Os conteúdos  de natureza atitudinal, que incluem normas, valores e atitudes, permeiam todo o conhecimento escolar. A escola é um contexto socializador, gerador de atitudes relativas ao conhecimento, ao professor, aos colegas, às disciplinas, às tarefas e à sociedade. A não-compreensão de atitudes, valores e normas como conteúdos escolares faz com que estes sejam transmitidos sobretudo de forma inadvertida, sendo aprendidos sem uma deliberação clara.
            Por isso, é imprescindível  que a equipe escolar adote uma posição crítica em relação aos valores que a escola transmite, explícita e implicitamente, em suas atitudes cotidianas. A consideração positiva de certos fatos ou personagens históricos em detrimento de outros é um posicionamento de valor, o que contradiz a pretensa neutralidade que caracteriza a apresentação escolar do saber científico.
            Ensinar e aprender os conteúdos atitudinais requer um posicionamento claro e consistente sobre o que e como se ensina na escola. Esse posicionamento  só pode ocorrer a partir do estabelecimento das intenções do projeto educativo, para que se possa adequar e selecionar conteúdos básicos, necessários  e recorrentes. Atitudes são bastante complexas, pois envolvem tanto a cognição (conhecimentos e crenças) quanto aos afetos (sentimento e preferências) e as condutas (ações e declarações de intenção). Normas e regras, por sua vez são dispositivos que orientam padrões de conduta a serem definidos e compartilhados pelos membros de um grupo. Os valores orientam as ações e possibilitam fazer juízo crítico sobre o que se toma como objeto de análise. Vale lembrar que existem diferenças e até conflitos entre sistemas de normas na sociedade, que respondem de maneiras variadas às distintas visões e interpretações do mundo.
            Há valores e atitudes referentes aos conteúdos específicos das áreas (como, por exemplo, a valorização da literatura regional brasileira na área de Língua Portuguesa) cuja aprendizagem acontece simultaneamente à dos conceitos e procedimentos, por meio de atividades sistematizadas e planejadas. Outros, no entanto, não se restringem à especificidade das áreas, estando presentes no convívio social mais amplo – é o caso do respeito às diferenças étnicas e culturais, da escolha do diálogo  para esclarecer conflitos, do cuidado com o espaço escolar e do próprio exercício do papel de estudante (como, por exemplo, no cuidado com o material, na cooperação com outros alunos, no empenho em realizar as atividades escolares da melhor forma possível etc).
            A aprendizagem dos conteúdos atitudinais é pouco explorada do ponto de vista pedagógico. Há estudos que apontam a importância da informação como um fator de formação e transformação de valores e atitudes. Por exemplo: sabe-se que conhecer doenças sexualmente transmissíveis e pensar em suas conseqüências para a vida humana é importante para promover uma postura de cuidado e atenção, valorizando ações preventivas.
            A informação é importante para concretizar uma atitude de forma eficaz, mas é verdade também que não basta, por si mesma, para ensinar valores e atitudes. Fatores culturais importantes determinam a impossibilidade de uma relação direta entre informação e mudança de atitude, e é fundamental  considerá-los na prática de ensino e aprendizagem de valores. É necessário atentar para as dimensões culturais que envolvem  as práticas sociais. As dimensões culturais não devem ser nunca descartadas ou desqualificadas, pois respondem a padrões relevantes de identificação coletiva e são o  ponto de partida para o debate e a reflexão educacional.
            Pensar sobre atitudes, valores e normas leva imediatamente à questão do comportamento. As atitudes, alvo da atenção educativa, são disposições pessoais que tendem a se expressar por meio de comportamentos. No entanto, inúmeros fatores interferem nessa expressão e um comportamento, em si, não reflete necessariamente uma atitude.
            Muitas vezes, no dia-a-dia, ocorrem comportamentos incoerentes, contraditórios, distanciados das atitudes e valores que se acredita  serem corretos. Isso significa que a coerência absoluta não existe e que, na formação de atitudes, se vive um processo não-linear. Assim, o fato de dois alunos brigarem não significa que sejam violentos ou que estejam desenvolvendo a atitude da violência como traço de sua personalidade. Ou, ainda, se alguém corta uma flor à toa, não se pode deduzir imediatamente que tenha uma atitude de desrespeito à natureza.
            Nas relações interpessoais, não só entre professor e aluno, mas também entre os próprios alunos, o grande desafio é conseguir colocar-se no lugar do outro, compreender seu ponto de vista e suas motivações ao interpretar as ações de cada um. Isso desenvolve a atitude de solidariedade e a capacidade de conviver com as diferenças.
            Incluir explicitamente o ensino de valores e o desenvolvimento de atitudes no trabalho escolar não significa tomar como alvo, enquanto instrumento e medida da ação pedagógica, o controle comportamental dos alunos, mas sim intervir de forma permanente e sistemática no desenvolvimento das atividades. Apesar de ser um trabalho complexo, é necessário acompanhar de forma cuidadosa o processo dos alunos, para compreender seus comportamentos no contexto amplo do desenvolvimento moral e social.
            Embora estejam sempre presentes nos conteúdos específicos que são ensinados, os conteúdos referentes a atitudes não têm sido formalmente reconhecidos como tal. A análise dos conteúdos, à luz dessa dimensão, exige uma tomada de decisão consciente e eticamente comprometida, interferindo de forma direta no esclarecimento do papel da escola na formação do cidadão. Ao enfocar os conteúdos escolares sob essa dimensão, as questões de convívio social assumem outro status no rol dos conteúdos a serem abordados.
            Considerar procedimentos e atitudes como conteúdos do mesmo nível  que os conceitos não implica aumento na quantidade de conteúdos a serem trabalhados, porque eles já estão presentes no dia-a-dia da sala de aula: o que acontece é que, na maioria das vezes, não estão explicitados nem são tratados conscientemente. As diferentes naturezas dos conteúdos escolares devem ser contempladas de maneira  integrada no processo de ensino e aprendizagem, e não em atividades específicas.
            A consciência da importância desses conteúdos é essencial para garantir-lhes tratamento apropriado, visando o desenvolvimento amplo, harmônico e equilibrado dos alunos e tendo em vista sua vinculação à função social da escola.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SUGESTÕES!!!!


Dicas Preciosas

Para começar...

Não posso deixar de dizer que...

"Nunca deixe de fazer algo de bom que seu coração lhe pede. O tempo poderá passar... e a oportunidade também!!! Não esqueça que:
META - a gente busca;
CAMINHO - a gente acha;
DESAFIO - a gente enfrenta;
VIDA - a gente inventa;
SAUDADE - a gente mata;
SONHO - a gente realiza...

Tenho recebido muitos pedidos de dicas por colegas que estão começando a atuar agora na Orientação Educacional, muitos depois de anos lecionando, então listei abaixo algumas dicas para quem está nesta condição:
  • Você deve empenhar os primeiros dias na organização da sua sala que deverá ter privacidade, um espaço para atendimento às famílias(mesa de reuniões), mesa, cadeiras, armário e arquivo (basicamente); vale decorar a sala deixando-a agradável, considerando a faixa tária dos alunos que você trabalhará;
  • Faça um mapeamento institucional, procurando identificar os níveis de ensino oferecidos pela escola, quantidade de turmas e de alunos; 
  • Faça um quadro com estas informações(questão de organização);
  • Converse com a direção para saber quais as necessidades da escola, mas deixe bem claro que o seu papel não é o de disciplinar(vale se apropriar da ficha profissiográfica  da sua função; isso varia se é em empresa privada ou pública);
  • Peça um momento numa reunião para repassar para o grupo de docentes quais as suas funções;

  • Fazer a "ficha perfil da turma" é muito bacana, além de lhe dar informações importantes sobre pontos fortes e fracos dela, é um momento de contato com o professor;

  • Durante a conversa com o professor você pode perguntar qual o  tema de trabalho que ele julga ser importante  trabalhar neste momento, ou em outro apropriado, com a turma;

  • É muito importante que os alunos te conheçam, então dê uma passadinha em todas as turmas se apresentando e falando também qual a sua função dentro da escola(eles costumam confundir muito as funções);
  • Caso seja possível, dê uma volta pela escola durante o intervalo dos alunos para perceber como se dão as relações e até alguma necessidade urgente de trabalho; 

  • Não se encha de projetos a serem desenvolvidos, pois você não dará conta; o ideal é que você faça um a cada semestre, ou pelo menos um que possa atender boa parte da escola;
  • Se a sua escola for muito grande você pode organizar encontros temáticos com as turmas que apontarem alguma necessidade, mas lembre-se: não somos fadinhas ou mágicos que entram nas salas de aula por 1 hora e resolve tudo, é necessário que o professor seja um parceiro reforçando o nosso trabalho;

  • Registre os atendimentos com as famílias em um livro ata;
  • Para muitos pode parecer que o nosso trabalho "é moleza" e não se espante se ouvir isso de alguém; acontece que nem todos tem o dom de ouvir e acolher e isso é  condição sine qua non na nossa atuação.

Será que ajudei?

Boa sorte!!!

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MAIS DICAS...



Temos que reconhecer nossos limites, somos Orientadores Educacionais e não Psicólogos.

O  Orientador Educacional tem sempre que chegar com humildade e simplicidade para não quebrar vínculos.

O SOE não é só para quem tem problemas, mas também para aqueles que não os tem.
V

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DINÂMICA: NOMES E QUALIDADES (apresentação)
Objetivo: Conhecer os membros de um grupo e promover o conhecimento mútuo.
Material: Sala ampla, alunos em pé em círculo.
Procedimentos: Cada aluno dirá seu próprio nome acrescentando uma qualidade. Ex.: Meu nome é Ricardo e eu sou risonho. A qualidade deverá iniciar com a mesma inicial do nome da pessoa, mas a princípio isso não será dito; à medida que as pessoas se apresentam e falam a qualidade e esta não coincide com a inicial do nome, os demais alunos ou os que souberem do “segredo” vão dizendo que “não é”; O “segredo” só será revelado ao final.
DINÂMICA DE INTEGRAÇÃO: FEITIÇO(convivência saudável)
Objetivo: Estimular as relações de confiança e amizade entre as crianças.
Material: Tarjetas de papel em branco, canetas, alunos sentados e em círculo.
Procedimentos: Distribuir as tarjetas para as crianças; cada criança escreverá na tarjeta o que o seu vizinho da direita deverá fazer perante o grupo; o vizinho não poderá ver o escrito; depois que todos tiverem escrito, o professor falará que “o feitiço virou contra o feiticeiro”; agora cada um vai fazer aquilo que propôs para o companheiro fazer; analise, com o grupo, como a vida pode trazer surpresas e como são nossas atitudes diante delas; fazer um “gancho” falando sobre as coisas que acontecem diariamente na escola, durante o intervalo, na chegada, na saída da escola, fatos inesperados, como esbarrões, tropeções de um colega... e como reagimos; o que é correto fazer.
DINÂMICA DE INTEGRAÇÃO: O ABISMO(cooperação)
Objetivo: Favorecer o espírito de cooperação.
Material: Sala ampla, fita crepe, alunos em pé.
Procedimentos: Utilizando a fita crepe, marcar no chão duas faixas paralelas próximas representando um “abismo”; colocar todos os alunos do mesmo lado do “abismo”; explicar que deverão atravessá-lo de forma diferente, não podendo repetir o que já foi feito; ao final, restarão poucos para atravessarem o “abismo” e acharão que não tem outra forma de fazê-lo, pois todas as formas já foram mostradas; estimular, a partir daí, a ajuda do grupo no sentido de dar sugestões aos que ainda não atravessaram, promovendo uma vivência de estímulo e cooperação; quando todos tiverem atravessado, pedir que se sentem para refletir sobre a dinâmica.
Reflexão: Qual o sentimento daqueles que ficaram para o final? E o que sentiram quando os colegas começaram a ajudar na travessia? Como se sentiram ajudando os colegas? Promover outras reflexões.
DINÂMICA DE INTEGRAÇÃO: CAMINHADA DA CONFIANÇA(responsabilidade)
Objetivo: Sensibilizar as crianças sobre a importância de ter responsabilidade.
Material: Espaço aberto ou sala ampla, vendas de TNT escuro suficientes para todos os alunos.
Procedimentos: Dividir a turma em duplas; entregar uma venda para cada dupla; pedir que decidam quem vai ser o primeiro a usar a venda; explicar que o colega que está vendado deverá ser conduzido pelo seu par que poderá dar informações sobre o trajeto: escadas, declive, buraco...; depois de alguns minutos, inverter os papéis; ao final, iniciar uma reflexão sobre sensações e pensamentos que surgirão enquanto estava vendado depois quando conduzia o colega.
Reflexão: Como você se sentiria se seu condutor não agisse com cuidado e responsabilidade? Deixar que as crianças falem.
DINÂMICA: TEMPESTADE(descontração/acolhida para novo tema)
Objetivo: Promover a descontração dos alunos do grupo/assimilação ou discussão sobre um conteúdo/levantamento de conhecimento prévio sobre determinado assunto. Material: Sala ampla com cadeiras suficientes para cada aluno. Procedimentos: Pedir que todos os alunos fiquem sentados em círculo(não deverá sobrar cadeira vazia); explicar o jogo: “Vamos fazer uma viagem...nós vamos para o alto mar; lá ocorrem grandes e ondas; eu sou o capitão deste navio e estou atento. Toda vez que tiver uma grande onda do lado direito do navio eu avisarei e vocês deverão pular para a cadeira da direita; quando ocorrer uma onda do lado esquerdo, vocês pularão para a cadeira da esquerda e quando houver um sinal de tempestade e eu gritar “TEMPESTADE!”, todos vocês deverão trocar de lugar; nesse momento o professor retira uma cadeira e assim vai sobrar um aluno em pé que ficará atento para a próxima viagem do navio, para enfim procurar um lugar para sentar.
DINÂMICA: A MINHOCA(confiança/descontração)
Objetivos: Integrar a turma num momento de descontração/Proporcionar o estabelecimento da confiança entre os alunos e o professor.
Material: Sala ampla ou espaço aberto. Procedimentos: Peça a turma grupo que fique em pé e em círculo; oriente que formem uma fila indiana onde cada aluno deverá colocar as mãos sem soltar no ombro do colega da frente; peça que todos fechem os olhos e que o primeiro da fila, fique de olhos abertos e conduza o grupo pelo espaço disponível; caso o local permita, solicite ao condutor da fila que desça degraus, passe por portas e corredores, enfim tudo que possa sugerir “perigos” que serão vencidos pela confiança do grupo na pessoa que o conduz; sugerir a troca do condutor em algum momento durante o percurso; prosseguir a dinâmica pedindo aos alunos que digam como se sentiram sendo guiados pelos colegas; correlacione acerca da confiança que o grupo deposita no seu professor.
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DINÂMICA: APRENDENDO O NOME(apresentação)
Objetivo: Integrar a turma, aprender e fixar o nome dos colegas.
Material: Sala ampla
Procedimentos: Solicite que o grupo, em pé, forme um grande círculo; a seguir, inicia-se o exercício: dê um passo à frente, diga seu nome de forma diferente; acompanhado de um gesto com as mãos, ou com todo o corpo, quando então, as pessoas do grupo repetem em coro o nome do professor e fazem o mesmo gesto; prosseguindo, a pessoa à direita do professor diz seu nome e cria um novo gesto. O grupo repete o nome e o gesto do colega, e assim sucessivamente, até todos se apresentarem.
DINÂMICA: ÁRVORE DAS QUALIDADES(auto estima)
Objetivo: Identificar qualidades e valores/Favorecer a descontração dos alunos/Conhecer e reconhecer qualidades nos colegas.
Material: Tronco de árvore confeccionado em cartolina, fita adesiva, flores previamente confeccionadas com miolo e cinco pétalas.
Procedimentos: Colar o tronco na parede ou no quadro; explicar que agora iremos pensar em qualidades que temos(explicar o que é qualidade); explicar que essas qualidades nos deixam felizes e fazem com que os outros também fiquem felizes com isso, amigos, professores, família; pedir que escrevam uma qualidade em cada pétala e no centro(miolo) o nome; após todos terminarem a parte escrita, iniciar a montagem da árvore, chamando um a um no painel, para colarem a flor, falando o nome e as qualidades que tem; ao final, fechar ressaltando que todos nós temos qualidades e elas devem ser preservadas para o nosso bem e nossa felicidade.
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