HISTÓRICO DA EJA EM JACUNDÁ – PA
O INÍCIO DA OFERTA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS
E ADULTOS
EM JACUNDÁ.
A EJA em Jacundá
– Pa, iniciou-se em 1989, atendendo turmas de 3ª e 4ª Etapa na Escola Estadual
Teotônio Apinagés. Como a instituição escolar não tinha autorização para
trabalhar com esta Modalidade de Ensino, solicitou ao Conselho Estadual essa
autorização. Ainda neste ano, os professores para trabalhar com essas turmas,
tiveram uma autorização expedida Departamento de apoio ao ensino, da Secretaria
Estadual de Educação (OBS: mesmo os professores não tendo habitação necessária
para ministrar determinadas disciplinas foram autorizados provisoriamente).
Nº
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NOME
DO PROFESSOR
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DISCIPLINA
MINISTRADA
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01
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Ilsa Guimarães Souza
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Geografia
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02
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Mª Verônica de
Amaral Soares
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Português
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03
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Ernesto Rodrigues
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Ciências e Matemática
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04
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Nilza Brito Ribeiro
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Português ( Matriculada no curso de Letras UFPA)
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05
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Mª Celeste Sarges da Silva
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História ( Matriculada no curso de Geografia)
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06
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Nylzete Gil de Oliveira
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Geografia
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07
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Therezo de Souza Neto
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História ( Cursando Ciências Sociais)
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08
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Mª Celma Alves Teixeira
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Geografia
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09
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Fernando Chaves Gurgel Filho
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Matemática
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10
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Edmilson
Jairo Bonfim da silva
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Matemática
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11
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Francisca Pereira Lima
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Matemática
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12
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Crenilda Pereira Gonçalves Vianna
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Ciências físicas e Biológicas
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13
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Ana Telma Marques Alves
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Português
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14
|
Antonio de Lellis Ramos Rodrigues
|
Geografia
|
Somente no ano
de 1992, através da Portaria nº 1158/92- GS da Secretaria de Estado de
Educação, ficou autorizada a implantação do Curso Supletivo de 1º Grau,
suplência de Educação Geral, à nível de 3ª e 4ª Etapas na Escola Estadual de 1º
Grau “Teotônio Apinagés”.
No ano de 2002,
veio a inspeção da Secretaria De Educação do Estado do Pará, verificar os
documentos da referida escola para autorizar os estudos de 5ª a 8ª séries bem
como os estudos do Ensino Supletivo nela ministrados, de 1991 até 2000. ( num
total de 938 alunos concluintes)
Assim, através
de um trabalho minucioso de sistematização documental, onde a escola apresentou
todos os requisitos solicitados em perfeita
organização de arquivos ativos e passivos em dia, a mesma no dia
25/05/2002 recebeu o relatório dando parecer favorável para o funcionamento e
validação das turmas do Supletivo.
No mês de
Dezembro do mesmo ano, com o Processo de
Municipalização[1],
o ensino
de supletivo passa a ser administrado pela Rede Municipal de Ensino, pois a
Escola Teotônio Apinagés passa a ser
responsabilidade do Município. Cria-se então dentro da Escola a Unidade de Ensino
Supletivo _ UES, que atende alunos na modalidade semipresencial e também fica
responsável pelas turmas regulares do ensino supletivo nas escolas: EMEF Cristo
Rei e EMEF Rosália Correia e ainda Teotônio Apinagés.
COMO FUNCIONA A UES:
A Unidade de Ensino
Supletivo - UES, é uma modalidade semipresencial da Educação de Jovens e Adultos. Lá são
atendidos alunos que na maioria são do meio rural ou pessoas que não tem como freqüentar uma escola em tempo regular.
Acontece atendimento personalizado para os alunos pelos
professores de áreas pela manhã, tarde e noite. Eles tiram as dúvidas dos
alunos antes de fazerem as avaliações. Cada disciplina é distribuída em módulos
que são levados para casa para estudos individuais, a quantidade de módulos varia conforme a carga horária. A média para
ser aprovado é 7,0. A equivalência dos estudos é do Ensino Fundamental maior.
Assim, a partir
do ano de 2000 a coordenação das turmas de EJA presencial que acontecia nas
escolas da rede municipal passou a ser responsabilidade da coordenadora da UES
que também passa a atender a clientela de turmas de 1ª e 2ª etapa nas escolas
municipais. A coordenação pedagógica ficou
no prédio da UES até o ano de 2006 quando passa a ser coordenada pela equipe
pedagógica da Secretaria de Educação.
Neste ano é
implantado o Projeto: “Alfabetizar para a vida”. Um projeto destinado a alfabetizar os
adultos do município, principalmente os pais dos alunos atendidos pelo programa
federal Bolsa Escola. ( o mesmo continua atendendo até
os dias atuais).
A CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA CURRICULAR
PEDAGÓGICA DO MUNICÍPIO
A partir deste
ano, começa-se a organização da Proposta Curricular Pedagógica deste segmento,
com a participação de professores, coordenadores escolares e da Secretaria,
diretores e alunos. No ano de 2008 foi
concluída a Proposta e enviada uma cópia para todas as escolas que atendem a
EJA.
No ano de 2009
foi aprovado pelo Conselho Municipal de Educação através da Resolução 10/2009 a “ Normatização da Modalidade de Educação de
Jovens e Adultos com atendimento individualizado e presença flexível no Sistema
do Município de jacundá”.
Também no ano de 2009, foi elaborado o Planejamento
Estratégico Municipal da EJA – PEEJA, que foi enviado para a Undime, SEDUC
e Ministério da Educação. Segundo as
orientações dos técnicos, os municípios só seriam atendidos com investimentos
neste segmento se elaborasse este documento, pois nele contém todas as
informações sobre o município, o aproveitamento final da EJA em 2008 e 2009, as
formas de atendimento da educação especial nas EJA, a fundamentação legal, a
síntese da proposta curricular municipal e uma organização de objetivos, metas
e ações.
A IMPLANTAÇÃO DA EJA MODULAR
No ano de 2010 começa
a ser detectado alto índice de
desistência nas turmas de 3ª e 4ª etapas, foi iniciado um estudo de como o
município poderia fazer para minimizar esse fator negativo dentro deste
segmento. Então, após a fase de estudos bibliográficos e pesquisas sobre a
temática já no final do ano, a
coordenação municipal, secretária de
educação e presidente do Conselho de Educação passaram a pensar sobre como
poderia ser implantado a EJA Modular no meio urbano( já que acontecia no meio
rural e estava dando certo).
A coordenadora do segmento passou a elaborar o
Projeto da EJA Modular com a ajuda da presidente do CME, que o encaminhou para
aprovação. O mesmo foi aprovado por unanimidade.
Neste ano também
ocorreu a desmunicipalização da UES, que passa a ser chamar: CEJA – Centro de
Educação de Jovens e Adultos. A mesma passa a ser compreendida como uma
instituição escolar. ( embora ainda não tenha prédio próprio), já pode expedir
sua certificação sem necessidade dos documentos irem para Belém e passar por
longo período de espera.
Em 2011 a Educação de Jovens e
Adultos passou a fazer parte do PAR (Plano de ações Articuladas). Um programa
federal que orienta todas as ações da secretaria de educação no período de 4
anos. Nele foi realizado um diagnóstico geral de como é o atendimento deste
segmento no município e o próprio MEC disponibiliza ações para serem realizadas
para resolver os problemas detectados.
Em 2012 Também foi
disponibilizado na Plataforma FREIRE o acesso para os professores da EJA
participarem de cursos de formação continuada e de especialização nesse
segmento.
[1]
A municipalização do ensino
induzida pelo governo federal por meio do FUNDEF ocorreu em praticamente
todos os Estados da Federação. Todavia, isso não significa que o processo de
implementação dessa política tenha sido homogêneo, pois cada Estado e seus municípios
possuem características sociais, educacionais e políticas diferentes.
Desse modo, o Estado do Pará também tem suas particularidades
que fazem a municipalização do ensino ter uma história própria e sempre em
construção nos diversos governos que vem se sucedendo no nosso Estado. O processo de municipalização do ensino
fundamental no Estado do Pará abrange de 1996 a 2010 três Governos estaduais.
Esse processo iniciou em 1996 no primeiro governo de Almir Gabriel É nesse contexto que a área da educação
passa por um acelerado processo de descentralização administrativa na gestão da
rede estadual, bem como um acelerado processo de municipalização do ensino
fundamental que foi defendido como a condição principal para se ter uma gestão,
em tese, mais democrática e eficiente.
A proposta de municipalização do ensino fundamental
apresentou como principais justificativas, a determinação da C.E de 1989 que
definia aos municípios assumirem a responsabilidade pelo ensino fundamental,
como condição para que o Estado possa desenvolver o atendimento no ensino
médio. Além disso, em virtude da maior parte das escolas do Estado está
localizada em área rural dos municípios, a SEDUC entende que a instância mais
apropriada para gerenciá-las seja o município.
A argumentação da
SEDUC é de que a municipalização colocaria a gestão das escolas nas mãos das
prefeituras e que, assim, haveria uma gestão mais ágil e eficiente no sentido
de atender às necessidades da educação local. Como conseqüência dessa gestão,
se obteria a melhoria na qualidade da educação municipal, justamente por ela
estar mais próxima do gestor local e dos profissionais da educação facilitando
a agilização das decisões. “A política de municipalização do ensino
Fundamental no estado do Pará a partir da ótica Dos gestores estaduais da
educação”_ Tese de Mestrado-
Charles Alberto De Souza Alves –
Belém 2011.
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